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domingo, 27 de dezembro de 2009

Terceira semana e a S. Silvestre de Lisboa

A semana 3 está completa. Lá continuamos dentro do planeado, ou seja, fazendo km ao ritmo da vontade e com o supremo objectivo de eliminar algumas das calorias que em excesso foram entrando, nesta quadra Natalícia, e que vão por cá ficar mais uns tempos (para ajudar a combater o frio). Semana onde percorri 43km distribuídos por 4 treinos (dias 23,24,25 e 27).

No de dia 27 fui um entre alguns milhares que completaram a 2ª Edição da S. Silvestre de Lisboa. Prova com um percurso muito luminoso e que da primeira para a segunda edição teve grandes progressos que devemos saudar. E quem como eu correu há 15 dias o GP do Natal hoje está concerteza muito contente... afinal há organizações que estão preocupadas com os atletas de pelotão! (qualquer coincidência entre as duas organizações é pura coincidência). Claro que existem algumas coisas a melhorar, mas tenho a certeza que estamos perante uma estrutura que está atenta e com vontade de melhorar. Por mim... PARABÉNS a todos e em especial ao António Sousa a quem desejo os maiores êxitos profissionais.

Para a semana há mais.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Regresso do Quisto Sinovial

No mês de Maio apareceu-me um quisto sinovial no pé (sobre o assunto escrevi aqui um pequeno post na altura). O tratamento na altura realizado aparentemente resultou, mas o mesmo “regressou” passado um curto período (malvado). Deixei passar o tempo, pois desta vez não sentia qualquer desconforto, mas nas últimas semanas verifiquei que as suas dimensões estavam a aumentar. Resolvi marcar então uma consulta no ortopedista. Hoje o médico aconselhou-me uma pequena cirurgia para remoção deste quisto. Informou-me que depois da cirurgia terei que fazer uma paragem de cerca de 3 semanas até voltar novamente a fazer actividade física intensa. Se tudo correr bem o projecto Paris não está posto de parte pois terei tempo de recuperar a forma física para conseguir terminar este novo desafio.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Duas semanas de treino para Paris

As duas primeiras semanas de treino para a Maratona de Paris estão cumpridas. Conforme planeado estas 2 e as próximas duas têm unicamente como objectivo recomeçar a correr regularmente. Mas mesmo este objectivo tão modesto não está fácil de ser cumprido.


Na primeira semana 7/12 a 13/12 só consegui fazer 2 treinos e uma corrida (GP de Natal). Todos estes Km’s foram feitos com grande “sacrifício”, pois estou numa fase onde a preguiça impera. Coloco o relógio cedo para correr e a “vontade” obriga-me a permanecer no vale dos lençóis. Mesmo assim um dos treinos começou antes das 6h30m o que foi um feito que não mais se repetiu, apesar de ter sabido muito bem.
Planeai terminar esta semana correndo no centro de Lisboa no GP de Natal, que já não fazia há dois anos. A prova, que segundo consta é a prova mais antiga de Portugal (vai na sua 52ª Edição), conheceu este ano um novo percurso (Saldanha, Campo Grande contornando a Churrasqueira, Saldanha, Marquês de Pombal, Restauradores, Rossio, Restauradores). O percurso era giro e o dia apesar de frio estava bonito, tudo estava a favor para que a prova fosse uma boa jornada de propaganda da modalidade. Mas não foi. Não vou aqui falar o que muito já foi dito em muitos locais na net (por exemplo : aqui) mas posso dizer que esta prova a mais mal organizada de todas em que já participei.


Pelo menos valeu pela manha bem passada a correr!!

Foto de José Gaspar (Atletismo Magazine)

A segunda semana continuou pelo mesmo diapasão PREGUIÇA. Não há nada a fazer. Já estou convencido o meu corpo vai ditar a lei neste recomeço. Assim nesta semana de poucos km’s (36) fiz 3 treinos (quinta, sexta e Domingo). Felizmente foram 3 bons treinos todos diferentes: o de quinta soalheiro; o de sexta-feira chuvoso; e finalmente o de Domingo com muito frio.
Bom... a próxima semana vai continuar ao mesmo ritmo, ou seja, nas calmas. Se calhar ainda esta semana ainda volto aqui para dar notícias de uma possível paragem forçada. A ver vamos.

domingo, 8 de novembro de 2009

NOVA YORK

Preâmbulo
Lisboa; Lisboa; Lisboa; Paris; Barcelona; Porto; Roma; Lisboa; Porto; Florença; Londres; Berlim; Sevilha; Madrid; Nova York. A Maratona de Nova York foi a minha 15ª Maratona, a minha terceira Major e a minha primeira prova fora do continente europeu.
Depois desta pequena sucessão de Maratonas tão diferentes entre elas:
  • em termos de percursos (só repeti um percurso - Porto, 2006 e 2007);
  • na qualidade de organizações (desde mega organizações até quase inexistente);
  • no nº de espectadores a apoiar (de quase inexistentes até 2 milhões):
  • nº de atletas à chegada (de 201 até 43475)
sinto-me com capacidade de comparar e classificar a mesma:

Organização: 4,5; Prova: 5; Espectadores: 5.

Antes da Prova
De todas as cidades onde estive, para participar numa prova, esta é a que mais vive a sua Maratona. E compreende-se bem a razão. Todos sabemos que os americanos são “reis” do “showbiz” e que tornam qualquer acontecimento numa potencial fonte de receita. Os dados económicos da prova são simplesmente assombrosos: o orçamento da prova são cerca de 25 milhões de dólares e as receitas previstas em torno desta edição de 2009 são de 250 milhões de dólares. Claro que estamos a falar de outra divisão, mas mesmo assim custa-me compreender como as maiores cidades Portuguesas não aproveitam as suas condições naturais para tornar as suas Maratonas em grandes acontecimentos Internacionais. Infelizmente, correndo o risco de ser injusto, penso que a culpa está mais na falta de apoio das câmaras municipais do que da qualidade dos organizadores locais. Talvez o “boom” esteja quase acontecer, pelo menos existem alguns indicadores. Vejam o maravilhoso resultado conseguido na Corrida do Tejo quando uma empresa (Nike) e uma autarquia (Câmara de Oeiras) juntam esforços. Quem sabe..., talvez daqui a poucos anos estejamos a correr em Lisboa noutras condições.

Mas voltemos a NOVA YORK. A feira que teve lugar no Jacob Javits Convention Center, local muito grande e onde estiveram mais de 100 expositores, está muito bem organizada. Apesar da grande afluência de pessoas tudo se passou de forma relativamente tranquila. O que mais me impressionou na feira foi o extraordinário stand da ASICS (grande qualidade e variedade de produtos) onde me perdi completamente nas compras.

A espera...
Talvez a parte mais negativa da organização é necessidade dos atletas estarem desde muito cedo na zona de partida (Arthur Von Briesen Park). A nossa camioneta saiu cerca das 5:30 do Hotel e chegamos à zona de concentração cerca de 1 hora depois. Foi uma longa espera (partida às 9:40) mas não muito dolorosa. Tivemos alguma sorte pois a chuva parou quando chegamos ao local de concentração. O espaço era amplo e bem organizado. Muitos WC’s, bebidas quentes, alguma comida e muita musica. A partida estava muito bem organizada.

Os atletas partiram em 3 ondas (separadas cada uma de 20 minutos) cada onda tinha 3 zonas diferenciadas que por sua vez tinha vários “currais”. Eu, por exemplo, parti na primeira onda, na zona azul no curral “E”. Este tipo de organização permitiu que cada atleta começa-se logo a corre ao seu ritmo desde a linha de partida.
A partida
Como já disse parti para esta prova com um só objectivo: terminar e gozar o ambiente ao máximo. E assim parti no meio da multidão (cheia de caras bonitas) tendo ao meu lado o Pedro (o Luís partiu noutra zona e tinha como objectivo andar bem depressa). O Pedro, contrariamente à minha pessoa tinha um objectivo difícil de concretizar: estar comigo desde km 0 até ao 42,195 (batendo um novo record – o maior nº de minutos que alguma vez já fez a correr). Foi fantástico... ter um amigo ao lado todos estes km’s, não como o objectivo de me ajudar a terminar mas partilhar todas as múltiplas sensações que sentimos ao longo das 3h32m01s que durou a nossa prova. Eu sou um privilegiado que vou recebendo estes mimos dos meus amigos


Os primeiros KM
Mal foi dado o tiro de partida de canhão começamos a andar, quando cruzamos a linha de partida começamos a correr sem atropelos. Escolhemos inicialmente correr a um ritmo cauteloso (8:29/milha), pois a subida até meio da Verrzano-Narrow assim o aconselhava. A segunda milha, já a com grande parte a descer, foi mais rápida (7:29). A partir daí estabilizamos a nossa velocidade. Mudando a unidade de medida, que isto das milhas faz muita confusão à cabecinha, os primeiros 5km formam cumpridos em ritmo calmo (4:55/km) que surpreendentemente, nos segundos 5km, aumentou (4:44/km).

Brooklyn
Estava à espera que a terceira légua fosse muito mais lenta (acima dos 5:00/km), devido ao sobe e desce constante de Brooklyn, mas não, pois fomos completamente propulsionados pelo caloroso e ensurdecedor apoio do público que em algumas zonas nos levou ao colo. Depois de sair de Brooklyn estava exausto, não fisicamente mas emocionalmente, pois formam cerca de 20 minutos muito emotivos (um dos pontos mais altos de todas as maratonas que até hoje corri).
Ao sair da zona de Brooklyn foi um alívio, pela primeira vez soube bem ouvir poucos encorajamentos. Durante uns km’s tive dificuldade em trocar alguma palavra com o Pedro pois estava muito emocionado. Mas lá consegui estabilizar.

A meio
Depois foi tentar rolar até à meia. Antes de chegar ao meio da prova, que foi cumprida em 1:42:25 (na Paulaski Bridge em Queens), previ que a prova estava a começar para mim. Para quem não tinha objectivos de tempo vinha muito depressa. Portanto já sabia “QUE IA PAGÁ-LAS”pois a segunda parte da prova é muito mais dura e o cansaço não iria ajudar.
Dito e feito, entre os 20 e 25km a média já passou para 5:03/km e comecei mesmo a sentir-me cansado, mas ao entrar em Manhattan na 1st Avenue ao km 26 o publico regressou em magote o que me ajudou a ter um ultimo fôlego (entre os 25 e 30km - 4:57/km). Mas o final desta grande avenida é a subir, a entrada no BRONX não ajudou e o ritmo caiu irremediavelmente para 5:15/km.

O sofrimento final
A reentrada novamente em Manhattan deu cabo de mim. Entre os km 35 e 39 é sempre a subir e fiquei sem combustível fazendo a oitava légua à média 5:23/km havendo alturas onde a velocidade ando perto dos 6:00/km.

Já está
Mas quando cheguei ao km 40 virei-me para o PEDRO e disse-lhe “JÁ ESTÁ” só faltavam 2 km de sofrimento, mas agora misturado de muito prazer pois o publico é muito em Central Park e estávamos em momento de festa. E quase acabar, já na rua 59 e um pouco antes de chegar a Columbus Circle, o PEDRO teve um ataque de loucura brilhante começando a zigzaguear em grande velocidade levando ao rubro o publico. Depois de se acalmar juntou-se e gozamos os últimos 500 metros na BOA.

Tudo o resto poderei contar-vos de viva voz, mas sempre vos poderei dizer que foi uma excelente jornada vivida numa excelente prova, numa cidade maravilhoso e com amigos de quem cada vez gosto mais.

Agora a próxima loucura internacional é reviver PARIS (já estou inscrito) e quem sabe poderei ainda este ano fazer o novo percurso da Maratona de Lisboa.



domingo, 25 de outubro de 2009

Já faltam menos de 60000 segundos

Pois é falta menos uma semana para eu tentar completar a minha 15ª Maratona e logo na cidade que nunca dorme. Se conseguir completar esta passam a faltar Boston e Chicago para completar a lista das Major’s. Talvez consiga Chicago em Outubro de 2010 e Boston em Abril de 2011 (sonhar não faz mal a ninguém).

Hoje fiz o último “treino” a sério antes da prova. Estive mais uma vez presente na Corrida do Tejo. Antes de começar sinceramente não sabia como devia fazer esta prova. No planeamento, feito há meses, escrevi que devia fazer os primeiros 5km nas calmas (ritmo de Maratona) e depois dar tudo o que pudesse nos últimos 5. Mas por outro lado, estava com vontade de fazer uma prova dentro da melhor marca aos 10km. Parti rápido, 4:16 e 4:21, para os 2 primeiros km mas rapidamente tomei consciência que o traçado da prova era complicado demais para andar a ritmos tão loucos. Abrandei ligeiramente o ritmo e resolvi que o resto era para fazer muito rápido mas sem loucuras. No final fiz 44:41 uma boa marca mas a mais de 1 minuto do meu record. Mas numa prova com tanta gente (terminaram 9147) consegui uma boa classificação (1047), ou seja, fiquei à frente de 88,55% dos corredores que terminaram. MUITO BOM.

Fiquei contente, mas não modifiquei em nada as minhas expectativas para NY. Assim parto para esta maratona com o grande objectivo de terminar e gozar o máximo que puder. Tudo o resto é ganho.

domingo, 18 de outubro de 2009

Um bom dia para correr

Quando sai para me encontrar com os meus companheiros para a minha corrida matinal, vi logo que hoje ia ter um bom dia de treino. O dia estava como eu... completamente tranquilo, não soprava uma ponte de vento, a ondulação no mar era quase inexistente assim como o trânsito na marginal. Para ajudar, a temperatura tinha descido consideravelmente o que me provocou um inesperado arrepio quando abri a porta do carro mas que permitia perspectivar que o treino terminaria com uma temperatura agradável o que nos últimos treinos de domingo não têm acontecido. Com estas condições maravilhosas para treinar e faltando unicamente 15 dias para a Maratona de NY estava previsto o nosso último longo, 20 km’s tranquilos, ao longo de um Tejo deslumbrante. E foram...
...
Mas, desculpem, as memórias ficam para nós...

domingo, 4 de outubro de 2009

Só faltam 4 semanas para NY

Sinto que aos poucos, e poucos, a forma está a regressar o que me ajuda a pensar que provavelmente vou conseguir fazer uma Maratona tranquila e sem grandes sofrimentos.

Esta última semana foi uma excelente semana de treino. Todos os treinos formam bem cedo (6:30-7:00 da manhã) e correram muito bem em especial o último na sexta-feira (5x2000mt a ritmo de 10km com 800mt de recuperação a ritmo de recuperação). O meu companheiro Luís esteve sempre presente a motivar-me.

Para terminar a semana fui fazer à meia-martona de Portugal com o Ricardo e Paulo, encontramos o Paulo Serranito e o seu filhote que experimentou a distância aos 15 anos (um grande herói consegui terminar a distância e quase que teve que levar o pai às cavalitas). Durante a prova, encontrei a amiga Paula que nas suas calmas lá completou mais um desafio quem sabe já em preparação para a próxima Maratona Internacional em Abril (estou só a semear).

O objectivo da prova estava desenhado em torno do Ricardo e do Paulo para que eles batessem os seus recordes à meia. De referir que estes homens são uns fantásticos atletas que estão a experimentar as distâncias mais longas com o objectivo de em 2011 terminarem um Ironman (grandes malucos... mas já são os meus heróis). Estava programado inicialmente fazermos uma média 5:00/km. O dia estava com uma temperatura agradável (21ºC) mas com uma humidade enorme de cerca de 90%. Com andar a temperatura subi até aos 24ºC e a humidade desceu até aos 75%. Esta humidade não ajudava nada. Acho que nunca suei tanto como nesta prova.

Quem já fez esta prova sabe que ela não é muito fácil pois tem grandes oscilações em termos de altitude (subidas e descidas suaves mas muito longas). Conseguimos manter-nos dentro do nosso objectivo (com algumas oscilações) até aos 12km. A partir daí o nosso ritmo decaiu progressivamente até que aos 16km tínhamos 2:08 de atraso em relação ao ritmo médio. O Ricardo que não estava nos seus dias (é menino para grandes marcas se só corresse) mandou-nos embora e lá fomos nós dois a experimentar as forças que restavam. Foram um excelentes 5km a ritmo médio de 4:25. O Paulo podia ter feito ido bem mais rápido, mas não me quis deixar para trás. Como já aqui disse o Paulo é um corredor nato. Facilmente estará a correr a meia na casa 1:30:00. Terminamos eu 1:44:37 o Paulo com 1:44:49 e o Ricardo 1:49:30 (o Paulo e o Ricardo com novos e excelentes records).

Foi uma boa semana e uma excelente PROVA.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Por 5 segundos

Eu tinha já dito neste blog, antes de decidir que ia fazer a Maratona de NY, tinha como objectivo bater o meu record pessoal dos 10km na corrida da Linha (eu sei que com esta idade já devia ter juízo, mas..).
Mesmo com as mudanças de planos fui tentar. Mas falhei. E por uns míseros 5 segundos.

Pois foi mesmo assim... não bati o meu record pessoal dos 10km por 5 segundos (menos de 0.2% do tempo da corrida).

Desculpas? Nenhuma.
Simplesmente não tinha pernas.
Fiz 43:48.

Estava tudo perfeito para eu poder bater o record.
Um bom jantar na véspera. Uma boa semana de tapering. Um bom apoio dos amigos nos dias anteriores à prova. Amigos à partida. Bem disposto. Partida à frente. Duas lebres de luxo durante a corrida. Percurso lindo. Tempo muito bom. Estava tudo irrepreensível para que eu batesse o record. Só faltaram... as minhas pernas.

Como já disse o percurso da prova é muito bonito sempre na marginal com partida em Carcavelos e chegada em Cascais, junto à Câmara Municipal. É uma prova com um ligeiro declive negativo mas um pouco “serrilhada” como podem ver.

Apesar de não ter conseguido bater o meu record desta vez dei o litro desde o primeiro ao último Km. O meu objectivo era correr sempre entre os 4:15 e 4:20. Quase que conseguia atingir os meus objectivos senão fossem os desastrosos km’s 4 e 8 coincidentes com as zonas de maior declive.
Agora faltam 6 semanas até à Maratona de NY, 3 bem duras e 3 de descompressão (tapering). O objectivo das 3 primeiras é colocar nas pernas os km’s que faltam para que possa fazer a maratona sem grande sofrimento.
Por curiosidade fui ao site Running for fitness predizer qual a minha marca à Maratona baseada na minha recente marca aos 10km. As médias dos vários métodos dão 03:21:32 (com a melhor tempo 03:18:35 e a pior 03:36:58). Sinto que estou mais perto das 3:36 do que 3:21.
Seja qual for a marca a minha lebre de NY vai bater um record (o maior numero de minutos a correr).
Até NY dou mais noticias.

domingo, 20 de setembro de 2009

Mais uma prova...


Aqui está a equipa fresquinha, depois de mais uma "prova popular", desta vez 10km entre Carcavelos e Cascais, num magnífico dia de Setembro. Que serviu também para apanhar um banho de sol e como preparação para as maratonas que aí vem, com recordes à vista. A saber:

Carlos (NY): recorde de participações (quantas são já, Presidente?!)
Luís (NY): recorde absoluto da GAFE (menos que 2:55 é recorde!)
Pedro (NY): recorde de tempo a correr (mais que 3:22 é recorde!)
Ana (Paris): 1º recorde na maratona (não há vez como a primeira...!)
Joca (Paris): recorde de pachorra para nos aturar a todos e tirar umas fotos giras!

Ninguém pára esta equipa...!

P.S. - E parece que está à vista uma secção GAFE-Surf... vamos ver.

sábado, 5 de setembro de 2009

Correr de manhã vs...

Estava eu a actualizar os dados do meu treino, no software que normalmente uso (SportTracks), quando verifiquei que este, entre vários relatórios interessantes, contabiliza o treino em função da fracção do dia em que o mesmo decorre. Dos cerca de 1400km percorridos, já este ano, estes foram divididos conforme se pode ver na figura abaixo:


De manhã (57%), ao meio-dia (20%), ao fim da tarde (20%), tarde (3%) e à noite (1%).

Como podem ver eu gosto muito de correr logo cedo na manhã, mas quando analiso com cuidado alguns dos sentimentos a que sou sujeito quando corro nesta altura dia encontro sempre mais contras do que prós. Mas então porque corro tantos km´s nesta fracção do dia?

Vejamos como eu analiso alguns dos meus prós e os contras: ACORDAR MUITO CEDO – definitivamente é um contra; como normalmente tenho alguma dificuldade em adormecer antes da 1h para começar a treinar às 7h tenho que me levantar às 6h o que para mim custa muito. BAIXA PRODUTIVIDADE – Em termos físicos nesta altura do dia os treinos efectivamente correrem quase sempre “mal”. Sinto-me sempre “preso” e com dificuldade em fazer treinos um pouco mais “duros”.Efectivamente, existem alguns estudos que nos mostram que existem alguns dados fisiológicos em que os atletas apresentam diferenças significativas em função da altura do dia em que os dados são recolhidos Um dos estudos que tive acesso tem uma bom resumo destes dados na sua introdução ( Martin, L.; Doggart, A.L. &. Whyte , G.P. (2001). Comparison of physiological responses to morning and evening submaximal running. Journal of Sports Sciences, , 19, 969-976.). COMEÇAR A TRABALHAR COM O TREINO JÁ FEITO – este é um sentimento fantástico. Depois do treino um bom banho e um bom pequeno-almoço predispõem-me, quase invariavelmente, para uma manhã de trabalho muito produtiva.

E para si qual é a altura do dia em que mais gosta de correr? E porquê?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Estágio no Algarve

Para iniciar o treino para a Maratona de NY nada melhor que um estágio no Algarve. Claro que tentamos copiar os melhores atletas mundiais, que vem fazer os seus estágios em terras Algarvias, só nos “esquecemos” é que estes os fazem em pleno Inverno procurando o clima ameno dessa altura do ano, e nós Gafistas de gema viemos em pleno verão. O resultado é mais um estágio de sol do que corrida. Hoje fizemos uma hora de treino a começar às 8h já com muito calor (começamos com 24ºC e terminamos com 28ºC), mas mesmo assim foi uma corrida muito agradável na bonita zona de Vilamoura.

O treino continua.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Nova York


Pois é.... os meus planos formam mais uma vez alterados. No dia 1 de Novembro, integrando uma pequena equipa da GAFE, estarei presente na Maratona de Nova York. Esta mudança de planos foi o resultado de uma dura negociação, levada acabo pelo responsável das “compras” da GAFE, que consegui um preço quase de saldo para esta prova. Esta é a minha primeira prova fora do continente europeu e a terceira da lista de 5 Majores que quero concluir.

A equipa, apesar de infelizmente ser reduzida, é de grande qualidade (espero que na Maratona de primavera do próximo ano a GAFE possa estar mais bem representada – o desafio será feito brevemente). Em Nova York terei a companhia além do organizador desta etapa (Luís) do secretário-geral (Pedro) que fará finalmente o trabalho para que foi eleito, ou seja, estar com alguma antecedência no território americano a preparar a chegada da comitiva presidencial.
Como desta vez como não podemos contar com a fotógrafa oficial da GAFE (Isabel), contratada recentemente para tirar as fotografias oficiais do novo Mercedes-Benz abaixo dos 1000€, tivemos que assalariar uma jovem (Ana) com pouca experiência na área mas com muita vontade. Para que possa estar em condições, de cobrir condignamente o evento, resolvemos enviá-la para um curso de 6 semanas, de fotografia desportiva, já em território Ianque. Vamos ver se o investimento resulta e se o secretário geral arranja material fotográfico condigno.

A partir do dia 24 terei 10 semanas de treino até à prova. Até aqui, como sabem, o meu treino tem sido orientado com o objectivo de melhorar a marca aos 10km tentado para isso aumentar a minha velocidade de base (sem muito sucesso diga-se de passagem) desprezando o nº de km tão importantes para quem quer concluir uma Maratona. Agora há que aumentar rapidamente o nº de km’s semanais ( o que tenho tentado fazer desde Domingo passado). O resultado deste esforço inicial concretizou-se num músculos das pernas (ou melhor uns tijolos) completamente doridos e incapazes nesta semana de andar depressa. Estamos no “principio” de uma nova aventura e agora é que vai começar a “doer”.

Por aqui fico prometendo que vou dando novidades do treino para a minha 15ª Maratona.

domingo, 2 de agosto de 2009

GP NISA

Hoje resolvi rumar à Vila de Nisa, no distrito de Portalegre, para correr o V GP de Nisa prova com uma distância de 10km que já tinha corrida no ano de 2006.
Praça da Republica em Nisa (Local da partida do GP de Nisa)

Os 20ºC tornaram a corrida muito mais fácil de ser realizada para os cerca de 100 participantes presentes quando comprada com os 30ºC de há 3 anos.

A prova com algum declive (em 2/3 da prova estamos a descer ou subir) realiza-se num circuito urbano, em 2 voltas com chegada e partida na praça principal da vila, extremamente simpático e onde o pouco publico presente não se cansou de apoiar os atletas.
Mapa da prova de Nisa

A participação nesta prova tinha dois objectivos: passear um pouco e fazer um treino rápido acompanhado com mais companheiros que me ajudassem a manter o treino a um ritmo relativamente alto.

Os dois objectivos foram alcançados a 100%. O passeio foi bom e a prova/treino correu muito bem. Terminei a prova em 45m36s (4m33s/km) o que é relativamente bom para altura da época/treino.
Ritmo da minha prova por km

A prova em termos organizativos correu sobre rodas. Distribuição dos dorsais simpática, partida sem grande complicações e formalismos (com 100 atletas não seria de esperar outra coisa).

Apoio aos atletas muito bom: água em cada 2,5km; chegada com speaker muito entusiasta a puxar por todos os atletas; duche final em excelentes condições no pavilhão gimnodesportivo.

Chegada

E assim passei uma excelente manhã de domingo em NISA.

domingo, 19 de julho de 2009

Este fim-de-semana estive no Porto, com a malta mais nova, no Festival das Marés onde ouvi (Gabriella Cilmi, Colbie Caillat, Jason Mraz e Keane) foram todos bons concertos mas a cereja em cima do topo esteve a cargo de Jason Moraz . O único senão foi o nº de horas que passei no recinto (já não tinha idade para tanto sofrimento) mas uma vez por ano ainda se aguenta.



Apesar da hora tardia de chegada ao hotel resolvi levantar cedo para uma corrida pela cidade.

percurso da corrida

Parti do Hotel, perto do Shooping Cidade do Porto, direito à Praça Mousinho de Albuquerque, Av. da Boavista e Foz. Fiz toda a zona ribeirinha até Ponte da Arrábida e regressei ao Hotel. A zona da Foz estava cheio de pessoas que ia participar Porto Bike Tour o que deu um colorido muito giro.

O treino na zona ribeirinha do Porto, onde gosto sempre de volta, teve cerca de 12,5km um pouco cansativos. Mas que me deram saudades de volta a fazer a Maratona do Porto (este ano não vou conseguir fazer) a Maratona Portuguesa mais bonita a que aconselho vivamente a todos.
Fiquei com vontade de regressar em breve.





domingo, 12 de julho de 2009

Objectivo a curto Prazo

Resolvi que este verão tinha que estabelecer um objectivo a curto prazo que me “obrigasse” a treinar mas sem grandes volumes de treino. Assim defini como objectivo tentar melhorar o meu recorde de 10km no final mês de Setembro. Não irá ser fácil bater a minha marca (43m43s em 2006 na Corrida do Atlântico da Costa da Caparica) pois sou um veterano com pouca velocidade. Para o conseguir delineie pela primeira vez um plano treino de 10km que aqui vos deixo esperando os vossos comentários.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Corrida das Fogueiras

Voltei às corridas. Desde a Maratona de Madrid (há 62 dias) que não calçava as sapatilhas para fazer uma prova.

Quando há cerca de 1 mês recomecei a treinar planei reviver a corrida das fogueiras (2005, 2006 e 2008). Esta prova muito apreciada pela maioria dos corredores populares marca para, para muitos, o início da época de defeso pois coincide com inicio das férias de muitos atletas e com a diminuição do nº de provas que se realizam no nosso pais.

Mas, quando chegou o dia da prova não me sentia muito determinado em fazê-la por variadas razões, destaco: pura preguiça; falta de condições técnicas pois as “minhas” 2 lebres oficiais à ultima hora recusaram os honorários que lhes afiancei trocando as suas obrigações contratuais por motivos pouco nobres (jantarada com amigos e Bruce Springsteen). Aonde nós chegamos!!! Já não há respeito pelo presidente... mas presidente que se preza não se atrapalha. Fiz uns telefonemas, de ultima de hora, e consegui organizar uma equipa mista de peso constituída por alguns quenianos e etíopes famosos: Ruben Pinto, Paulo Armada, Paulo Rocha, Carlos Ferreira, Ana Lopes, Ricardo Matias, Herlander Cordeiro, Jorge Gonçalves e José Miguel Lopes.

Devido a dificuldades logísticas a equipa partiu, no fim da maralha (demoramos 1m54s a iniciar a corrida) o que só por si explica não termos conseguido a vitória por equipas pois a organização não utilizou os tempos de chip. Saliento que fomos saudados efusivamente pela claque que se organizou de forma espontânea após tomar conhecimento, pela rádio local, da presença de uma equipa constituída na íntegra por galácticos.

traçado da prova

Quem conhece esta prova sabe que a mesma tem um perfil muito exigente (ver imagem seguinte). Se somarmos a isso um tempo pouco propicio (chuva e especialmente muito vento) tempos uma prova especialmente dura.

Perfil da prova retirado do meu Garmin sem filtragem

Apesar de nesta prova não ter feito uma boa marca (mais 5 minutos que a minha melhor performance) devido fundamentalmente a estar numa fase inicial da minha preparação, foi a corrida das fogueiras que mais gostei de fazer. O vasto grupo de amigos (ou galácticos como queiram chamar) que conseguimos reunir à partida, a chuva (adoro correr à chuva), ter conseguido, na maior parte do tempo, correr ao lado do queniano Ricardo (triatleta de grande coragem)e da minha etíope favorita (em estágio solar até 1 hora antes da prova com o seu treinador) fez sentir-me nas nuvens quando cortei a meta. Quero também agradecer ao Paulo Rocha, que nos últimos 5km puxou por mim de forma abnegada o que me permitiu terminar cansado mas em alto ritmo. O Paulo se não tivesse puxado por mim teria feito pelo menos 5 minutos (um corredor de gema).

Os juniores Paulo Armada e Ruben Pinto desapareceram completamente do meu controlo por volta dos 2km, de modo abrir caminho em segurança para a comitiva presidencial. Espero sinceramente que os produtos que tiveram a tomar 30 minutos antes da prova não tenham contribuído para a assombrosa performance demonstrada em Peniche.

O guarda costa Herlamder consegui manter-se com a comitiva presidencial de forma heróica até aos 5km num trabalho que louvamos, não deixando a maralha ultrapassar a comitiva.
Os veteranos JJ (Jorge e José) responsáveis pela segurança presidência mantiveram-se na cauda do poletão neutralizando os fans mais descontrolados e entregando as fotos autografadas o que os deixou completamente exaustos.

Assim foi a nossa corrida de Peniche. Aqui fica as performances dos galáticos.

Cla. Geral

Nome

T. Bruto

T. Chip

m/km

Cla %

669

Ruben Pinto

01:12:34

01:10:40

4:43

62,0%

674

Paulo Armada

01:12:37

01:10:43

4:43

61,7%

873

Paulo Rocha

01:15:34

01:13:40

4:55

50,5%

901

Carlos Ferreira

01:15:55

01:14:01

4:56

48,9%

1013

Ana Lopes

01:17:41

01:15:47

5:03

42,5%

1029

Ricardo Matias

01:17:53

01:15:59

5:04

41,6%

1364

HERLANDER CORDEIRO

01:24:27

01:22:33

5:30

22,6%

1695

Jorge Gonçalves

01:37:26

01:35:32

6:22

3,8%

1695

José Miguel Lopes

01:37:26

01:35:32

6:22

3,8%


domingo, 21 de junho de 2009

O Calor e hidratação

Hoje antes de escrever estas linhas estive a ler alguns blogues que já há muito não lia. O elo comum entre a maioria deles é as altas temperaturas que nos últimos dias têm assolado o nosso território.
Também no nosso grupo o medo de apanharmos muito calor fez com que treino dominical fosse marcado para as 7:30. Saída do EN em direcção a Belém e regresso.

Percurso

Planeamos que o treino teria cerca de 90 minutos. Mas quando chegamos perto da cordoaria nacional (ponto de abastecimento) resolvemos voltar para trás pois o calor era muito, e estava a tornar-se insuportável continuarmos com aquele calor. A temperatura não era alta (26C) mas como não corria qualquer ponta de vento a sensação de calor aumentava.

temperatura durante o treino

O que nos valeu foi o Luís ter levado as suas garrafas com água, o que nos permitiu ir hidratando regularmente, pois no percurso que fizemos existem unicamente dois bebedouros públicos que por sinal estão avariados.
Relativamente aos bebedouros públicos existe alguma falta de cuidado da autarquia Lisboeta que se por um lado incentiva a pratica da actividade física e por outro tem uma baixa preocupação num factor de grande importância para a saúde de todos nós.
Relativamente à importância da hidratação podemos encontrar alguns estudos no site do American College of Sports Medicine que nos relembram quais os cuidados que devemos ter preincipalmente neste dias de altas temperaturas: beber pelo menos dois copos de 230 ml de água no espaço de duas horas antes de correr; bebert de 150 a 350 ml de água a cada 15 ou 20 minutos de actividade física; e após terminar a corrida, e então ingerir mais 2 ou 3 copos de água ou isotónico enquanto estivermos em recuperação do treino.

Não se esqueçam... treinem mas não se esqueçam de se hidratarem convenientemente.


quinta-feira, 11 de junho de 2009

15 000km depois

Faz hoje sete anos, e cerca de 15 000km, que comecei a correr de forma regular. A história de como reiniciei a actividade física já foi narrada, a alguns amigos, mas está na altura de a deixar por escrito para mais tarde recordar.

No dia 9 de Junho de 2002 fui desafiado por antigos alunos para uma futebolada, algo que não fazia há muito tempo, na realidade não fazia mesmo nenhuma actividade regular há muito, muito tempo. Os meus 82kg assim o indicavam. Nem parecia um licenciado em educação física forçado por formação a conhecer os perigos da inactividade física.

Carlos Ferreira (2002) antes de começar a correr

Com consciência da minha má forma física aceitei o desafio para jogar a dita futebolada. Os primeiros minutos foram excelentes, corria que nem um louco em todas as direcções, tipo cachorro largado em liberdade num areal. Mas passado esse início alucinante, aconteceu o inevitável: fiquei com os bofes na boca. A partir dai só via os outros futeboleiros passar de um lado para o outro a grande velocidade. Quando eu estava na defesa eles estavam no ataque e vice-versa. Era um Fiat 600 rodeado de Porsches e Ferraris. Foi o descalabro... físico e anímico. Cheguei a casa derrotado mas com a consciência que tinha que rapidamente mudar. Nesse mesmo dia, tomei duas medidas de importância fundamental para o meu processo de mudança: fui comprar uma balança digital para controlar o meu peso; e uns sapatos de corrida para poder reiniciar a actividade física regular.

No dia 11/6/2002, logo pela manhã, calcei os meus sapatos novos e fui para a rua. Um tímido aquecimento permitiu-me delinear o ambicioso plano: uma volta ao bairro sem parar. Como qualquer atleta de alta competição fiz o percurso mentalmente vislumbrando todas as dificuldades. Respirei fundo, e ala que se faz tarde. Posso-vos dizer que foi uma autêntica aventura, que demorou 17:30 minutos, e que me deixou completamente de rastos depois de percorrer a extraordinária distância de 2,8km.
Apesar do meu passado desportivo, considerei a acanhada performance um feito que teve o condão de me dar coragem para, ainda nessa semana, fazer mais dois pequenos treinos. No fim, dessa semana, tinha percorrido 9,5km e perdido 400g. Os dados estavam lançados e actividade nunca mais pararia.

Ainda durante esse mês coloquei um novo objectivo: reviver a Corrida do Tejo que tinha terminado em 1985. Tendo em conta a minha ainda débil forma, o desafio era enorme pois a distância da prova (11,2km) era descomunal, mas durante esse verão preparei-me convenientemente e de forma paulatina. No dia 13/10/2002 consegui acabar a Corrida do Tejo em 1:02:57. Fantástico. Conclui uma distância que até há pouco tempo atrás considerava completamente impensável conseguir e estando mais de uma hora a correr. O meu moral estava em alta. E sabem... nessa altura já tinha 74kg. Eu já era outro homem.

Antes de começar, a minha aventura, estava sempre constipado e constantemente cheio de alergias e pieiras que me traziam um mau estar de vida enorme. Por altura da Corrida do Tejo tudo tinha mudado. Nunca mais estive constipado, as alergias tinham desaparecido e a dita pieira tinha ido para outras paragens. SUCESSO TOTAL.

A partir daqui os desafios foram-se sucedendo. Consegui concluir a minha primeira meia Maratona (Meia Maratona de Lisboa) no dia 16/3/2003 no exacto tempo de 1:50:00. E extraordinariamente ainda nesse mesmo ano (7/12/2003) conclui a minha primeira Maratona (Maratona de Lisboa) no fabuloso tempo de 4:01:35 (Vejam a foto abaixo – só hoje vi que o Fernando Andrade terminou essa prova ao meu lado - EXTRAORDINÁRIO). Desde que começou a aventura fiz 63 provas entre elas (20 meias maratonas e 14 Maratonas).

A terminar a minha primeira Maratona (2003)

Como disse anteriormente a minha mudança “de vida” foi um sucesso total. A corrida “salvou-me”. A qualidade de vida melhorou espantosamente em todos os sectores. A minha balança digital (a controladora de asneiras) registou regularmente o meu peso que se manteve equilibrado ao longo do tempo (nunca ultrapassando os 70kg e baixando por vezes até cerca dos 64kg em alturas de muito treino).

Como bónus, a corrida permitiu-me fazer novos amigos com que passei não só a partilhar a mesma “doença” saudável mas também as alegrias e as tristezas da vida. Hoje em dia a actividade física em geral, e a corrida em particular, são o fiel da balança que permite equilibrar o meu dia a dia. Para mim nunca foi um vício mas sim o “medicamento” que nunca mais poderei deixar de tomar.