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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A Primeira Nunca se Esquece!

Quase quatro meses depois de ter concluído a minha primeira maratona, este é o momento para partilhar a minha experiência convosco. Deu tempo para descansar, reflectir e voltar aos treinos para preparar os próximos desafios.

Foi a primeira (e a primeira nunca se esquece segundo o nosso Presidente), em 5h06m31s (!?!?!?!?!) e foi o que se arranjou. Depois de me ter lesionado a 2 semanas da maratona Carlos Lopes de Abril 2008 (deixei o Bento a brilhar sozinho...), não consegui treinar em condições. Por vezes nem treinar consegui. Não fui à meia da ponte em Setembro por causa das costas e só fiz os 10k da marginal (ritmo lento de 54m). Poucos treinos em Setembro e Outubro e 1 só longão (de 23k!!!!!!). Uma desgraça. Mas tinha-me inscrito no Porto e pensei que não podia desistir sem tentar. Tinha que ir.

E assim fui. Cheio de dúvidas sobre se as costas aguentariam, ou se o “muro” seria intransponível ou não.
Lá parti e fui com o Nuno os primeiros 5k a ritmo normal. Dores pontuais nas costas não me abatiam apesar de começar a sentir efeitos da gripe (dores de garganta e febre na noite anterior, um mal nunca vem só). Lá segui pela Foz abaixo cheio de vontade e a pensar que o Bento ia ali ao meu lado a cumprimentar as pessoas todas. Cruzei-me com o Nuno aos 19k, antes de dar a volta na Afurada, e novamente aos 26k, na ponte D.Luís. Sentia-me relativamente bem, ia a um ritmo lento mas na expectativa de terminar entre as 4h e as 4h e qualquer coisa.

Mas aos 29k... Lá estava o gajo: o MURO!!!! Pelo menos foi assim que ele se apresentou. Fónix! Começou a doer tudo, estava farto da água, do gel, do açúcar, de correr, do mundo, de tudo...
Andei um bocado no abastecimento no Freixo (30k) e depois baixei o “elevado” ritmo de corrida. Ia para aí a uns 8m/k. Nunca corri tão devagar. Segui um japonês (eram imensos os “amarelos”) com perto de 90 anos e arrastei-me de abastecimento em abastecimento até ao final. Curioso que nunca pensei em desistir e até apreciei a paisagem. Cortar a meta com tantos atletas atrás de mim (1 no meu age-group e 19 na geral individual!!!!) foi uma alegria. Cumprir o objectivo e vencer este desafio, obrigando-me a continuar, sozinho 37k e sem música foi mesmo incrível.


Eis a prova do crime:


Só eu sei (porque não fico em casa!!!!!!!) a inspiração e força que a GAFE me deu em determinadas alturas do percurso e que me levou até ao fim. Embora muitas vezes ausente, sinto-me sempre perto. Alguns gafistas, por questões profissionais, têm estado mais presentes: Presidente – sempre um exemplo a seguir pela motivação e espírito gafista que tão bem sabe incutir; Elvis – o raio do espanhol enganou-me ao dizer que eu estaria preparado, mesmo com poucos treinos; e Pedro T – desafiou-me a correr a primeira maratona com o chapéu dele da maratona de Boston-2004 e agora posso devolver-lho devidamente lavado e com o objectivo alcançado. Mas não posso esquecer todos os outros amigos de estrada, que de uma maneira ou de outra me inspiraram e ajudaram.

Agora já tenho um tempo a bater, o que significa que a responsabilidade aumenta. Lisboa (Carlos Lopes) em Abril é o meu alvo.

Abraços e Beijos (já se pode mandar beijos sem ser mal interpretado...)

Boa sorte para os “Sevilhanos”!!!

1 comentários:

Carlos Ferreira disse...

Bem vindo caro amigo,
Fiquei extremamente feliz por ler esta excelente crónica. Revelas-te o verdadeiro espírito GAFISTAS “...Curioso que nunca pensei em desistir...”. Pois apesar de todos gostarmos de fazer sempre um bocadinho melhor o que queremos mesmo é participar e tentar acabar aquele monumental desafio.
Sempre que participo ponho como objectivo inicial TERMINAR. Acho que para “maduros” já é muito bom. Claro que o resto vem por acrescento e serve como “cenoura” para aqui continuarmos a gastar solas de sapatos.
PARABÉNS