Introdução
A minha prova
Reflectindo
Introdução
Publicada por Unknown à(s) 23:14 1 comentários

Publicada por Unknown à(s) 00:28 5 comentários

Ando cansado de correr. Melhor, as pernas estão cansadas de correr. Eu não. A “mim” apetece-me... Equipo-me, saio, começo, mas as pernas nem sempre me acompanham! Às vezes parece mesmo que ficam em casa... Ontem era dia de 32km e lá vieram comigo, pelos vistos a contra-gosto pois insistiam a cada passo que não era dia para corridas. E eu teimava que era. E as pernas em birra: “nem pensar nisso”. E foi esta conversa de surdos da Cruz Quebrada ao Cais do Sodré, para trás até Alcântara... E ao fim de 15km parei, respirei fundo, pensei um minuto... e apanhei um táxi de volta! Ganhou o corpo. Como deve ser, quando a cabeça tem juízo.
Foi a melhor viagem de táxi de que me lembro! Brinquei com o taxista, incrédulo a ver dois tipos de calções entrarem-lhe pelo carro dentro às 6 da tarde: “Amigo, fica agora a conhecer uma nova classe de clientes... corredores cansados, a desistirem a meio do treino!”.
Por isso... hoje fui nadar!
E foi delicioso! Desde os 5-6 anos, então no fundo do velhinho Algés e Dafundo, que frequento piscinas. Mais tarde na piscina do antigo IND na Graça (nem sei se ainda existe). Mais tarde ainda novamente na piscina de 25m do Algés, depois de coberta. No Arizona nadava muitas vezes. Óptimas as piscinas ao ar livre das duas universidades... abertas quase o ano todo... boas memórias! Nunca fui bom nadador e continuo a não ser, mas de facto toda a vida nadei (e nunca antes tinha pensado nisto). E agora no Estádio Nacional, na magnífica piscina de 50m. Que hoje estava quase vazia...
Gosto do ritual de preparação no balneário. De vestir o fato de banho e nada mais... o corpo, quase despido, a sentir que vai ser posto à prova. Parece que libertar-se da roupa liberta também os músculos. Algum frio estimula os movimentos de aquecimento fora de água. A piscina muito azul, bonita, grande... Hoje estavam poucas pessoas a nadar e algumas pistas livres. Um luxo. De resto apenas o silêncio, pouco habitual pois há sempre aulas barulhentas e música de fundo. O som era por isso diferente. O ambiente quente, húmido, confortável, com a luz natural de um dia cinzento a penetrar no edifício. Tudo era diferente e especial hoje... Entrei na água, ajustei os óculos, mergulhei a cabeça já em desequilíbrio para a frente e empurrei a parede com as pernas, com força! Ao ondular debaixo de água uns bons segundos (sempre mágica a entrada num outro mundo) percebi logo que ia ser um bom dia de natação. É como os primeiros passos da corrida... Dá logo para perceber como vai ser o resto.
Fiz muitas piscinas em estilo livre... a deslizar... a mão bem à frente à procura de mais água para agarrar e puxar para lado nenhum. Assim foi até me doerem os ombros. Nadei também bruços, as costas fora de água a cada inspiração. A pernada forte, redonda... o silêncio na fase submersa. Ao contrário de ontem, o corpo colaborava, pedia mais, e por isso lá fiquei... livres até cansar, bruços para descansar. Só mais duas piscinas... a última para lá em bruços, calmamente... uma viragem vigorosa e o regresso num sprint em livres... que boa a sensação de sentir na cara a pequena onda feita pela cabeça a avançar na água!
À chegada ao fim da pista alguém me deu sinal que era hora de sair. O rapaz não disse uma palavra, apenas um sinal com as mãos como se soubesse que hoje se respeitava o silêncio. Fiz-lhe sinal que sim com a cabeça e ele foi-se embora. Tirei a touca e os óculos atirando-os para fora e saí da água num salto. Respirei fundo. E bem fundo se respira depois de 30 minutos a nadar! Calcei os chinelos, escorri a água da cara e do cabelo, olhei à volta e reparei que estava completamente sozinho. Ao caminhar para o balneário apeteceu-me saltar de novo para dentro de água e fazer de peixe mais um pouco... Notei que me apetecia brincar (já não me lembro da última vez...). Tomei banho, olhei-me ao espelho, vesti-me, desejei boa Páscoa à pobre senhora a trabalhar no feriado, saí e deixei o complexo da piscina para trás, 50 minutos de pois de ter entrado.
Moral de tudo isto...? Não há.
Dois dias, dois treinos para nenhuma meta importante. Pequenos rituais, pequenas decisões (hoje quase não fui nadar...), pequenos detalhes, pequenas recompensas (apetecia-me brincar...). Na verdade, pequenos nadas que fazem o dia-a-dia de quem corre, de quem nada, de quem faz desporto. Por vezes com amigos, como ontem. Por vezes sozinho, como hoje. Sempre na companhia do nosso corpo, este companheiro que, se o tratarmos bem, nos retribui em pequenas doses de prazer.
A nossa vida não é isto, é certo. Mas isto faz parte da nossa vida. E torna-a um bocadinho melhor. Se o sentido da vida é vivê-la, ele aqui está. Aos bocadinhos...
Quando respiramos fundo, cansados no fim do treino, é só isso que estamos a fazer. A respirar fundo! Ou respirar “a fundo”... Nada mais.
E assim sabemos que valeu a pena.

Publicada por Pedro Teixeira à(s) 22:31 0 comentários
Os dias terminarem mais tarde começa a ser um convite para uma corrida ao fim da tarde. Assim hoje, resolvi sair de minha casa direito a Oeiras para fazer o reconhecimento do novo troço do passeio marítimo de Oeiras, entre a praia de Santo Amaro e a praia de Paço de Arcos inaugurado recentemente. nO percurso é lindíssimo e a obra magnífica. Para mim este é um bom exemplo de como os dinheiros do erário público podem ser bem gastos.
Foi muito bom percorrer todo troço, agora com 3500 metros (do Forte de S. Julião até à praia de Paço D’arcos) onde, apesar da hora tardia e do dia da semana, cruzei com algumas centenas de pessoas de diferentes faixas etárias fazendo diferentes tipos de actividades.
Há uns anos li que Isaltino de Morais tinha o sonho construir um passeio marítimo entre o Forte de S. Julião da Barra e Algés. Sei que ainda falta muito, mas esta segunda fase foi mais um passo ao qual em breve se seguirá um terceiro entre Caxias e Algés. Segundo a vereadora responsável pelo pelouro das Obras Públicas do Concelho de Oeiras esta terceira fase está em fase de conclusão de projecto. Talvez brevemente consigamos correr no “sonho de Isaltino”. Para nós corredores era excelente poder percorrer de forma protegida, num bom piso e com uma vista soberba.
Mas já hoje conseguimos percorrer neste “tom” desde Paço d’Arcos até ao final da praia de Carcavelos, que também teve o seu paredão recentemente melhorado, num percurso de cerca de 5000 metros o que nos permite já uns bons treinos.
Caros amigos aproveitem tudo isto. Assim vale a pena fazer actividade física.
Publicada por Unknown à(s) 22:38 0 comentários
A minha próxima cenoura desportiva foi, aqui, definida há pouco tempo. Desde então, tenho saído para a rua comprimindo religiosamente o plano estabelecido, mas sem chama nem esperança que o objectivo final possa vir a ser cumprido. Esta falta de vitalidade é normalmente meio facilitador para a instalação no nosso corpo das viroses que circulam no éter das nossas vidas. Assim foi... o vírus GAFIANO atacou. e numa semana instalou-se apoderando-se de todos os meus objectivos desportivos. Tentei de tudo... conselhos de amigos, análises económico/financeira, treinadores, análises fisiológicas até consultei estrangeiros. Mas nada... a INSANIDADE propagara-se tomando conta do meu ser.
Para que possam perceber a complexidade da doença informo que rasguei por completo o plano que publique no dia 6 do corrente mês e substitui-o por aquele que abaixo se afixa (Cliquem nele e observem-no com todo o cuidado).

UHAU....
Dirão os mais comedidos, louco outros, coitado mais um os outros abanaram simplesmente a cabeça.
A todos responderei com uma afirmação de Hegel: “A loucura é um simples desarranjo, uma simples contradição no interior da razão, que continua presente”.
Depois desta afirmação, que me iliba, permitindo continuar no alcance dos meus propósitos, que passam mais uma vez por testar as minhas capacidades, convido-vos a continuarem atentos a este blog aonde apresentarei como darei cabo do virus GAFIANO nas ruas de MADRID e LISBOA.
Publicada por Unknown à(s) 00:30 4 comentários
Desde que cheguei de férias ainda não tinha tido a oportunidade de ler os mails do GAFE, nem de consultar o blog oficial e seus derivados (tartaruga, aminhacorrida, ect). Comecei pelos mails. Estavam os 39 mails religiosamente organizados na pasta Atletismo. Um por um fui-me inteirando dos acontecimentos mais relevantes da nossa colectividade.
Depois avancei para o blog. Estive a ler os relatos de Sevilha e conhecer os próximos objectivos? Two Ocean Marathon? NY já é dada como está garantida!
A reportagem fotográfica de Sevilha está bastante boa. Só não fiquei a saber se seguiram o conselho do Galego Voador: «Não esqueçam comer o "pescaito frio" em Sevilha.»
Gostei bastante do relato do Presidente sobre as 12 maratonas em que participou antes de Sevilha. Será que vamos ter uma variante do objectivo "40 anos - 40 Kms" e teremos "50 anos - 50 maratonas"? Os próximos anos dirão se esta variante se confirma.
Agora que "arrumei a casa", calcei as sapatilhas e fui correr.
PS: Gosto mesmo de pertencer à GAFE.
Publicada por o Editor à(s) 11:35 0 comentários
Acabei de receber um mail do nosso amigo CB que nos apresenta uma historia já conhecida por alguns de nós mas que vale a pena sempre rever.
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Uma história verdadeira:
Um dia o filho pergunta ao pai:
"Papa, vens correr comigo a maratona?"
O pai responde que sim, e ambos correm a primeira maratona juntos.
Um outro dia, volta a perguntar ao pai se quer voltar a correr a maratona com ele, ao que o pai responde novamente que sim.
Correm novamente os dois.
Publicada por Unknown à(s) 10:34 0 comentários
Hoje o amigo AB conclui aquilo que tinha prometido há uns tempos fazer no seu aniversário 40km, 1 por cada ano de vida. Tive o privilégio de fazer com ele os primeiros 14km, ou seja, acompanhei-o “de mão dada” até ser um adolescente consciencioso. Depois partiu sozinho... podem ler aqui o excelente relato que o próprio fez.
Espero que não vire moda esta forma de comemorar os aniversários pois alguns de nós já estamos na faixa das ultramaratonas.
PARABÉNS
Publicada por Unknown à(s) 16:27 1 comentários
Há quem consiga sair todos os dias para a sua corrida diária com o único objectivo de por um pé a frente do outro sem se preocupar em seguir planos nem perseguir objectivos. Mas há outros como que senão tiverem uma obrigação de saírem não saem. São os preguiçosos.
Mas este sorna quando passa muito tempo sem calçar as sapatilhas por calaceira, por cansaço, por falta de tempo, por lesão, ou porque... não sei porquê, fica instável.
Assim resolvi “criar” um novo intuito de curto-prazo que obrigue a dar de novo rotina às minhas “sapatilhas”. Abaixo deixo o meu plano paras as próximas 9 semanas que terminarão com a Meia-Maratona de Setúbal no dia 10/5. Nesta prova tentarei bater a minha melhor marca em meias planas.
Este plano, poderá e deverá ser alterado. Já no dia 16/03 tentarei palmilhar uns KM’s com o amigo AB que nesse dia terá como objectivo: “1km por cada ano”.
Publicada por Unknown à(s) 23:58 0 comentários




Publicada por Pedro Teixeira à(s) 23:26 1 comentários
Decidimos fazer esta Maratona na recuperação da maratona de Berlim. Pouca informação tinha, mas confiei na sapiência dos meus companheiros – foi uma grande escolha. A Cidade é linda, vivem lá alguns amigos com quem partilhei momentos que guardarei para sempre, o percurso é plano e o tempo estava magnífico para correr.
Não consigo fazer nada na vida sem objectivos e numa fase inicial da preparação defini-me alguns objectivos. Treinar sem lesões, perder algum peso e aproximar-me das 3h00.
As lesões foram uma constante dos processos de preparação para as Maratonas anteriores. Apesar de alguns percalços na preparação para Sevilha (1 pé torcido a jogar futebol, 1 joelho inchado numa queda num treino às 6h00 e terminei a preparação com uma periostite que me vai “obrigar” a descansar as próximas 3 semanas), estes quase nunca foram impeditivas de uma boa preparação.
Tentei fazer o maior número de treinos com a GAFE, para gozar da experiência, método e organização do Presidente, das tareias do Secretário-Geral e principalmente do espírito e boa disposição do GAFE.
No sábado, lá fomos juntos para Sevilha. Conduzi o carro dos atletas (que grande responsabilidade) e o Joca conduziu as nossas meninas (sortudo:-)), que foram incansáveis no apoio e na reportagem fotográfica.
Levantámos os dorsais, fizemos o check-in no Hotel e fomos jantar (3 pratos de massa), sem muitas misturas para evitar os problemas intestinais que senti em Londres. Depois do jantar, o Enrique veio-me buscar na sua moto, para ir-mos assistir ao Sevilha-Atlético de Madrid. Encontrámo-nos com o Ignaci e com o Eduardo, bebemos uma Cruzcampo, enquanto assistíamos ao final do Real-Betis (6-1 desgraçado do Ignaci que é fanático do Betis) e fomos para o Estádio. Nunca tinha assistido a um jogo da Liga Espanhola e muito menos um jogo às 22h00. O estádio estava cheio, o ambiente é espectacular e os adeptos são incansáveis no suporte à sua Equipa – na Luz, só contra o Sporting e Porto o estádio enche e os adeptos estão mais preocupados em assobiar o árbitro e o Di Maria, que em puxar pelo Benfica. O Sevilha venceu por 1-0 e o Sevilha mantém o 3º lugar na La Liga.
Dormi poucas horas, acordei cedo, comi sem vontade umas fatias de pão alentejano com doce de abóbora (o pequeno-almoço no Hotel só começava às 7h30), tomei um duche e equipei-me para a prova.
Chegámos cedo ao Estádio Olímpico, aquecemos e alinhámos objectivos. Eu pretendia fazer abaixo das 3h05 e o PT decidiu que ia tentar fazer NY Time (2h55m00) - combinámos ir juntos até à Meia-Maratona (4:11/4:12/Km) e então o PT aceleraria e eu tentaria manter o ritmo que me permitisse bater as 3h00 (este era um sonho antigo que não pretendia bater em Sevilha mas ia tentar).
Alguns desencontros com a Gafe fizeram com que eu e o Presidente fossemos tarde para a pista e ficássemos na parte traseira do pelotão (entretanto tínhamos perdido o NK e o PT). Tiro de partida, votos de boa prova, cumprimento final e arrancámos. Encontrei o PT ainda na pista, pose para a fotografia à entrada do túnel de saída e lá saímos do estádio ainda muito lentos. Terminámos o 1º Km em perto de 5min e rapidamente chegámos ao ritmo objectivo (4:05/4:15). Passámos aos 10Kms com 42 min e íamos fortes – apesar de sentir que o PT ia a travar. A temperatura estava fresca, não havia vento, o sol ainda estava baixo e portanto havia muita sombra, enfim condições óptimas para correr apesar da temperatura ir subindo.
Mantivemos o nosso ritmo e perto dos 15Kms decidimos alcançar um grande grupo que estava à nossa frente. Foi impressionante a facilidade com que o PT os apanhou. Eu fui mais calmo mas mesmo assim, foi com facilidade que os apanhei e me abriguei no meio do grupo. O grupo tinha imensos Tugas que iam bem e com quem me fui cruzando até ao final da prova.
Aos 20Km´s, o PT partiu e pouco depois acenou-me como que a desejar – FORZA HOMBRE. O PT estava muito forte e não tinha dúvidas que bateria o record pessoal – ainda teria condições de fazer 2:55? Desejei que sim:-). Passei à Meia com 1:29:10 e sentia-me forte.
Foquei-me na minha prova e diversos pensamentos me passaram pela cabeça – teria pernas para manter o ritmo? Baixaria das 3:00? A que Km passaria pelo muro? Deixei-me de pensamentos negativos e mantive o ritmo.
Aos 30 Kms, já me sentia bastante cansado mas tinha conseguido manter o ritmo. Parei para aliviar a bexiga e segui com força.
Perto do Hotel, por volta dos 35Kms, passei pelo Joca que se fez notar – MEGA GRITO de apoio – e percebi que ia bastante cansado. Ia a olhar para o chão, com os dentes cerrados e fiz-lhe um sorriso mas sem a resposta enérgica que merecia.
Lá segui concentrado em cada passada a pensar que faltava menos uma para o final da prova. Nesta fase, os pensamentos eram do tipo – porque é que me meto nisto? Sou louco? Porque é que não fico em casa? Porque é que não sou capaz de fazer maratonas sem objectivos de superação?
Nesta fase, já não conseguia manter o mesmo ritmo mas ia-me focando em não baixar dos 4:20/km. Definia objectivos para manter o ritmo – ultrapassar 6 atletas até à meta, ultrapassar o atleta à minha frente, …. Enfim, formas de manter a cabeça ocupada com pensamentos positivos.
Por fim, entrei no túnel de acesso ao Estádio Olímpico. Acelerei o ritmo, olhei para o relógio (conseguiria bater as 3h00), senti o ambiente do estádio, dei tudo o que tinha até à meta e senti a felicidade de superação – 2:59:08.

Publicada por luis Nunes à(s) 18:13 1 comentários
Etiquetas: Maratona de Sevilha
Publicada por Nuno Cabeça à(s) 00:04 1 comentários
Etiquetas: Maratona de Sevilha
“Quantos quilómetros tem a Maratona?”
Pergunta frequente feita por familiares e amigos desta “tribo” de gente um pouco diferente que corre estas provas. Grupo que parece aumentar de número todos os anos, o que não deixa de ser interessante... Mas como diria o precioso repórter “Sabino Rui” (do precioso TeleRural) “Sim, Zé. É digno de reflexão aquilo que atrai mais e mais pessoas à Maratona... mas não foi isso que me trouxe aqui hoje!”. Às vezes a pergunta é ainda mais curiosa: “ E quantos km tem esta maratona que vais fazer?!!”. A resposta em ambos os casos é muito simples: “Tem 42 km”.
Errado...
(TEXTO COMPLETO DISPONÍVEL AQUI)
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Sevilha em imagens:
Sábado... Depois de levantar os dorsais.
Publicada por Pedro Teixeira à(s) 18:47 8 comentários
Etiquetas: Maratona de Sevilha








Publicada por Unknown à(s) 21:57 4 comentários
Etiquetas: Maratona de Sevilha
Amanhã é dia de Maratona de Sevilha e a adrenalina está elevada:-).
Há 9 semanas, defini 3 objectivos para Sevilha:
1. Preparar-me sem qualquer lesão (consegui treinar bem apesar de muitas pequenas lesões);
2. Correr a maratona com 69,9kgs (perdi 1,5Kgs mas só cheguei aos 71Kg:-);
3. Fazer 3h05 - amanhã saberei se conseguirei bater o record pesoal em 8 minutos:-)
Em Sevilha, vivem 3 grandes amigos que aproveitarei para rever, e que farão deste, um fim-de-semana muito especial:
- O Enrique e o Ignaci, que foram meus companheiros de Apartamento na Escócia (Aberdeen), no programa Erasmus, que fiz em 94/95. Aproveitarei para recordar as aventuras e desventuras de então, com 2 companheiros de uma aventura única de vida;
- O Miguel, que foi meu colega de trabalho e que desde há 5 anos trabalha em Sevilha.
O programa do fim-de-semana será extenso e começará daqui a pouco com a viagem da Gafe para Sevilha. Já fui desafiado para esta noite ir assistir ao Sevilha - Atlético de Madrid (22h00), que não consegui recusar, apesar da hora tardia.
Na Maratona, irei tentar acompanhar o Pedro, a um ritmo (4:20?) que me permita atingir o objectivo. Fizemos bons treinos, mas não estou seguro que as pernas aguentem esse ritmo depois dos 32Kms.
Estou ansioso.
Boas corridas a todos.
Publicada por luis Nunes à(s) 06:50 0 comentários

Publicada por pnv à(s) 12:27 1 comentários
Publicada por Unknown à(s) 14:58 3 comentários
Antes de fazer a minha 13 Maratona resolvi deixar-vos uma retrospectiva, até então nunca feita, dos momentos mais altos das anterior 12.
4:01:35 (68,5kg)
A primeira nunca se esquece. Tinha começado a correr em Junho de 2002 e passo a passo cheguei aqui. Comecei pelos 10Km, fiz 3 meias e em Setembro desse ano resolvi que estava na altura de experimentar uma coisa mais longa. Antes de começar a prova senti que ainda não estava preparado para consegui completar uma Maratona e decidi que só iria fazer 32km. Fui munido com uma nota para em Algés (local dos 32km) regressar de transportes públicos. Quando lá cheguei estava bem e resolvi “porque não tentar chegar ao fim”. E cheguei... sem nunca parar. Foi fantástico. Muitas recordações, “para mais tarde recordar”. Entre elas a sensação única de descer escadas.
3:58:09 (69,5kg)
Segunda experiência. Já construí um plano de treino. Esta foi talvez a Maratona mais bem organizada em que participei em Portugal (uma pena ter tido uma única edição). Partida no estádio do Restelo e chegada no Cais do Sodré , percurso giro mas duro. Choveu na maior parte do percurso. Os últimos 5km’s forma feitos em grande parte a andar. Ao chegar tinha os mamilos em sangue (nunca mais aconteceu).
3:54:28 (68Kg)
Desta prova, poucas coisas me recordo: Foi a primeira prova em que parti ao lado do Pedro Teixeira (fez a meia-maratona); esqueci-me dos gel’s em casa; prova mal organizada; vento contra em parte da prova.
3:43:12(65kg)
Primeira experiência internacional. Inesquecível. A preparação foi feita ao pormenor. Contei pela primeira vez com a companhia de dois amigos (Pedro Oliveira e Nuno) que fizeram a sua estreia na distância. Chegamos com 3 dias de antecedência a Paris e ficamos num Hotel muito perto da partida. Todos os dias têm uma história bonita, mas o dia da prova... uau... tanta gente. A Partida na Avenida Champs Élysées foi... ao recordar toda esta prova fico completamente feliz. Pela primeira vez corri com mais de 30000 mil atletas (fui sempre acompanhado por uma mar de gente). UM DIA VOU VOLTAR A FAZÊ-LA.
3:37:52 (67kg)
Primeira prova internacional da GAFE (eu, Nuno, Pedro Oliveira e Pedro Teixeira). Pela primeira vez tentei os mínimos para a Maratona de Boston no meu escalão etário (3h30m). Na véspera, da prova, esteve uma “equipa” em completa harmonia a jantar uma excelente refeição confeccionada, pelo nosso nutricionista, aonde se destacava um belo vinho tinto “Sangre del toro“. Prova num percurso histórico muito bonito onde pela primeira vez foi gritado a palavra de sofrimento da Gafe (KUNAMI).
3:30:58 (66,5kg)
No verão de 2006, eu e o Nuno, resolvemos passar parte da época estival a treinar pensando nesta prova. Esta, que estava então a sua segunda edição, tem o mais belo percurso de todas as Maratonas portuguesas em que participei ao qual se junta uma organização muito boa. Foi uma prova onde pela primeira vez contei com uma “lebre” que me marcou o ritmo até aos 30km. Os últimos 5km’s foram muito dolorosos, em particular parte da subida da Boavista até à meta. O objectivo de ficar até ao minuto 30 foi conseguido por 2 segundos, mas a organização perdeu o meu tempo de chip o que me “obrigou” a continuar a pensar nos mínimos para BOSTON.
3:38:29 (67,5kg)
Esta prova foi para mim uma autêntica aventura pois estive quase todo o período de treino lesionado e só consegui treinar nas últimas 5 semanas. Esta prova e o treino para ele teve o acompanhamento da revista PSI Psicologia actual onde deixei o relato que aqui transcrevo: “Após terminar uma prova, ou tenho tendência a não valorizar a conquista do pequeno sonho, pensando no próximo sem comemorar o que acabo de conquistar, achando que os objectivos conquistados não têm história para além das sensações vividas no momento; ou remeto-me a criticas e avaliações do que poderia ter sido feito, e, de novo, me esqueço de agradecer às minhas pernas e à vontade firme de chegar ao final. Mas desta vez não tenho reparos a fazer a minha performance que ultrapassou todas as expectativas iniciais, que não eram muitas, depois da lesão sofrida em Janeiro. Esta lesão levou-me considerar, até às últimas 3 semanas, a desistência da prova. Mas ainda bem que decidi embarcar nesta aventura o que permitiu deliciar-me com as sensações vividas na prova de Roma: a partida e chegada junto ao grandioso coliseu; a passagem pela linda Basílica de S. Paulo; a entrada por breves momentos no Vaticano; sair de uma viela e dar de cara com a Piazza Navona; e finalmente TERMINAR. Agora sim posso começar a sonhar outra vez.”
3:35:31 (67,5kg)
Esta prova foi “a minha” loucura pois resolvi correr outra Maratona 28 dias depois de Roma. Mas em boa hora o fiz, pois apesar da Maratona Carlos Lopes estar pessimamente organizada (a pior que até hoje participei), tive os mimos de toda a GAFE que me escoltou em forma de estafeta durante toda a prova. Nunca mais me esquecerei de todo aquele “calor” e em especial dorsal do Pedro Oliveira “EXPRESSO DO ORIENTE FOLLOW-ME”.
3:48:32 (67,5kg)
Resolvi ir ao Porto novamente com a companhia do amigo Bento com o objectivo de” vingar-me” da prova de 2006. Bom mas a prova foi um completo desastre desportivo. O muito calor e falta de preparação adequada deram as mãos e brindaram-me com um grande sofrimento. A partir dos 30Km só pensava quando é que aquilo terminava. Mas em contrapartida todo o resto do fim-de-semana foi excelente em companhia de da família do BENTO que me tratou com fosse um dos seus. E por isso que digo que uma das coisas melhor que a corrida tem são os amigos que fui fazendo com ajuda dela.
3:43:14 (67kg)
Esta prova surgiu obra do acaso por falta de “doping”. Depois da prova do Porto praticamente não treinei mas uns dias antes de Maratona de Florença o amigo Pedro Teixeira desafiou-me a acompanhá-lo. Pensei que rever a cidade e estar no meio do publico a tirar umas fotos ao meu amigo era um excelente programa para descontrair do trabalho da semana. E lá fui eu. Mas na dúvida levei os meus sapatinhos e no dia antes da partida resolvi inscrever-me na Maratona, não fosse dar-me a vontade de fazer parte do percurso ou a totalidade caso ficasse louco. E não é que fiquei mesmo louco. Esta foi a Maratona que fiz de forma mais descontraída, tentando gozar cada passada da prova. A prova tem uma excelente organização, um percurso muito bonito e fácil e quando passa no centro da cidade é um verdadeiro espectáculo. Fazer uma Maratona sem qualquer objectivo senão o chegar ao fim é muito bom e proporcionou-me umas mini-férias desportivas excelentes.
3:30:53 (65,5Kg)
Desde o princípio sonhava em fazer esta prova. Foi um fim-de-semana completamente descontraído aonde estive plenamente relaxado. Como se costuma dizer nas “nuvens”. Sentia que estava aonde queria estar, aonde lutei para estar, e com amigos. A partir daqui só podia relaxar e absorver ao máximo todas as sensações. Foi, sem qualquer hesitação, a melhor maratona que corri até hoje. Ainda bem que em 2005 quando tentei participar nesta prova o sorteio me foi desfavorável. Estes anos permitiram-me participar noutras provas internacionais e assim ter padrões de comparação mais justos. Desde os primeiros metros há apoio da população, mas nada comprado com os km’s que se seguem: há locais aonde sentimos que vamos completamente levados ao colo pelo apoio da multidão. Principalmente quando chamam pelo nosso nome.
Em termos desportivos foi excelente bati o meu record (7 segundos) ajudado por o meu amigo Pedro Oliveira que só faltou levar-me às cavalitas até à meta.
3:23:47 (64,5kg)
Um prova perfeita. Bem organizada, com muito publico, com uma temperatura excelente, partida por obra do acaso junto às grandes vedetas da prova. Tudo isto resulta obviamente em record pessoal. É mesmo a prova mais rápida do circuito mundial. Mas esta prova teve o antes. Um centro de treino perfeito onde pela primeira vez pude treinar e descansar a sério e “curtir” a amizade dos meus amigos.
Publicada por Unknown à(s) 06:49 2 comentários
Publicada por Pedro Teixeira à(s) 14:55 3 comentários
Publicada por Nuno Cabeça à(s) 14:54 4 comentários
Não quero armaram-me em “calimero” mas já estou farto de tanta chuva.
Sei bem da importância da chuva. Ela é fundamental para que existam seres vivos. Quando chove, os agricultores ficam mais descansados. A chuva enche os rios, os lagos e faz brotar as nascentes de água que nós usamos. Enchendo os rios, a chuva enche também as albufeiras das barragens, onde a força motriz é aproveitada para a produção de energia eléctrica, sem a qual já não sabemos viver.
TUDO ISTO É VERDADE.
Mas, meus caros amigos, “eles lá em cima” podiam organizar-se. Não era preciso que chovesse sempre que o Carlos Ferreira está na rua a treinar. Se vou logo muito cedo chove, se aguardo para a hora de almoço para treinar, chove, se vou só à noite também chove, e se fico em casa e não corro NÃO CHOVE. E dizem-me que isto não perseguição. Não me digam que é só azar.
Vou esperar que no DOMINGO no X Grande Prémio Atlântico que não chova. Iriá ser uma pequena compensação quando já sei que não poderei bater a minha melhor marca de 10km pois este ano a prova só terá 9900m.

Foto de Sandra Raccanello/Grand Tour/Corbis na Maratona de Veneza em 2007
Publicada por Unknown à(s) 17:54 3 comentários
No dia 22 de Fevereiro vou tentar completar a minha décima terceira maratona. Não sei como mas de repente comecei a pensar que o nº 13 está normalmente ligado a má sorte. Nunca fui muito supersticioso, mas... nunca se sabe. Do pouco que li sobre a origem desta superstição esta teve provavelmente origem em dois factos:
Hoje fui fazer o meu último longão, antes da Maratona de Sevilha, depois de uma noite tempestuosa sai para a rua com um sol radioso mas consciente que provavelmente durante o treino iria apanhar alguma chuva. E ela veio. Sabem quando? No 13km... “arre”. E foi um km completamente diluviano onde até granizo caiu. Apesar de bem agasalho fiquei completamente gelado e com a roupa pesando toneladas. A partir dai o nível do treino baixou e os últimos 10 km foram muito dolorosos. Mas como costumamos dizer “estes 33,5km já cá cantam...”
Mas o 13...
Publicada por Unknown à(s) 21:01 2 comentários