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domingo, 19 de julho de 2009

Este fim-de-semana estive no Porto, com a malta mais nova, no Festival das Marés onde ouvi (Gabriella Cilmi, Colbie Caillat, Jason Mraz e Keane) foram todos bons concertos mas a cereja em cima do topo esteve a cargo de Jason Moraz . O único senão foi o nº de horas que passei no recinto (já não tinha idade para tanto sofrimento) mas uma vez por ano ainda se aguenta.



Apesar da hora tardia de chegada ao hotel resolvi levantar cedo para uma corrida pela cidade.

percurso da corrida

Parti do Hotel, perto do Shooping Cidade do Porto, direito à Praça Mousinho de Albuquerque, Av. da Boavista e Foz. Fiz toda a zona ribeirinha até Ponte da Arrábida e regressei ao Hotel. A zona da Foz estava cheio de pessoas que ia participar Porto Bike Tour o que deu um colorido muito giro.

O treino na zona ribeirinha do Porto, onde gosto sempre de volta, teve cerca de 12,5km um pouco cansativos. Mas que me deram saudades de volta a fazer a Maratona do Porto (este ano não vou conseguir fazer) a Maratona Portuguesa mais bonita a que aconselho vivamente a todos.
Fiquei com vontade de regressar em breve.





domingo, 12 de julho de 2009

Objectivo a curto Prazo

Resolvi que este verão tinha que estabelecer um objectivo a curto prazo que me “obrigasse” a treinar mas sem grandes volumes de treino. Assim defini como objectivo tentar melhorar o meu recorde de 10km no final mês de Setembro. Não irá ser fácil bater a minha marca (43m43s em 2006 na Corrida do Atlântico da Costa da Caparica) pois sou um veterano com pouca velocidade. Para o conseguir delineie pela primeira vez um plano treino de 10km que aqui vos deixo esperando os vossos comentários.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Corrida das Fogueiras

Voltei às corridas. Desde a Maratona de Madrid (há 62 dias) que não calçava as sapatilhas para fazer uma prova.

Quando há cerca de 1 mês recomecei a treinar planei reviver a corrida das fogueiras (2005, 2006 e 2008). Esta prova muito apreciada pela maioria dos corredores populares marca para, para muitos, o início da época de defeso pois coincide com inicio das férias de muitos atletas e com a diminuição do nº de provas que se realizam no nosso pais.

Mas, quando chegou o dia da prova não me sentia muito determinado em fazê-la por variadas razões, destaco: pura preguiça; falta de condições técnicas pois as “minhas” 2 lebres oficiais à ultima hora recusaram os honorários que lhes afiancei trocando as suas obrigações contratuais por motivos pouco nobres (jantarada com amigos e Bruce Springsteen). Aonde nós chegamos!!! Já não há respeito pelo presidente... mas presidente que se preza não se atrapalha. Fiz uns telefonemas, de ultima de hora, e consegui organizar uma equipa mista de peso constituída por alguns quenianos e etíopes famosos: Ruben Pinto, Paulo Armada, Paulo Rocha, Carlos Ferreira, Ana Lopes, Ricardo Matias, Herlander Cordeiro, Jorge Gonçalves e José Miguel Lopes.

Devido a dificuldades logísticas a equipa partiu, no fim da maralha (demoramos 1m54s a iniciar a corrida) o que só por si explica não termos conseguido a vitória por equipas pois a organização não utilizou os tempos de chip. Saliento que fomos saudados efusivamente pela claque que se organizou de forma espontânea após tomar conhecimento, pela rádio local, da presença de uma equipa constituída na íntegra por galácticos.

traçado da prova

Quem conhece esta prova sabe que a mesma tem um perfil muito exigente (ver imagem seguinte). Se somarmos a isso um tempo pouco propicio (chuva e especialmente muito vento) tempos uma prova especialmente dura.

Perfil da prova retirado do meu Garmin sem filtragem

Apesar de nesta prova não ter feito uma boa marca (mais 5 minutos que a minha melhor performance) devido fundamentalmente a estar numa fase inicial da minha preparação, foi a corrida das fogueiras que mais gostei de fazer. O vasto grupo de amigos (ou galácticos como queiram chamar) que conseguimos reunir à partida, a chuva (adoro correr à chuva), ter conseguido, na maior parte do tempo, correr ao lado do queniano Ricardo (triatleta de grande coragem)e da minha etíope favorita (em estágio solar até 1 hora antes da prova com o seu treinador) fez sentir-me nas nuvens quando cortei a meta. Quero também agradecer ao Paulo Rocha, que nos últimos 5km puxou por mim de forma abnegada o que me permitiu terminar cansado mas em alto ritmo. O Paulo se não tivesse puxado por mim teria feito pelo menos 5 minutos (um corredor de gema).

Os juniores Paulo Armada e Ruben Pinto desapareceram completamente do meu controlo por volta dos 2km, de modo abrir caminho em segurança para a comitiva presidencial. Espero sinceramente que os produtos que tiveram a tomar 30 minutos antes da prova não tenham contribuído para a assombrosa performance demonstrada em Peniche.

O guarda costa Herlamder consegui manter-se com a comitiva presidencial de forma heróica até aos 5km num trabalho que louvamos, não deixando a maralha ultrapassar a comitiva.
Os veteranos JJ (Jorge e José) responsáveis pela segurança presidência mantiveram-se na cauda do poletão neutralizando os fans mais descontrolados e entregando as fotos autografadas o que os deixou completamente exaustos.

Assim foi a nossa corrida de Peniche. Aqui fica as performances dos galáticos.

Cla. Geral

Nome

T. Bruto

T. Chip

m/km

Cla %

669

Ruben Pinto

01:12:34

01:10:40

4:43

62,0%

674

Paulo Armada

01:12:37

01:10:43

4:43

61,7%

873

Paulo Rocha

01:15:34

01:13:40

4:55

50,5%

901

Carlos Ferreira

01:15:55

01:14:01

4:56

48,9%

1013

Ana Lopes

01:17:41

01:15:47

5:03

42,5%

1029

Ricardo Matias

01:17:53

01:15:59

5:04

41,6%

1364

HERLANDER CORDEIRO

01:24:27

01:22:33

5:30

22,6%

1695

Jorge Gonçalves

01:37:26

01:35:32

6:22

3,8%

1695

José Miguel Lopes

01:37:26

01:35:32

6:22

3,8%


domingo, 21 de junho de 2009

O Calor e hidratação

Hoje antes de escrever estas linhas estive a ler alguns blogues que já há muito não lia. O elo comum entre a maioria deles é as altas temperaturas que nos últimos dias têm assolado o nosso território.
Também no nosso grupo o medo de apanharmos muito calor fez com que treino dominical fosse marcado para as 7:30. Saída do EN em direcção a Belém e regresso.

Percurso

Planeamos que o treino teria cerca de 90 minutos. Mas quando chegamos perto da cordoaria nacional (ponto de abastecimento) resolvemos voltar para trás pois o calor era muito, e estava a tornar-se insuportável continuarmos com aquele calor. A temperatura não era alta (26C) mas como não corria qualquer ponta de vento a sensação de calor aumentava.

temperatura durante o treino

O que nos valeu foi o Luís ter levado as suas garrafas com água, o que nos permitiu ir hidratando regularmente, pois no percurso que fizemos existem unicamente dois bebedouros públicos que por sinal estão avariados.
Relativamente aos bebedouros públicos existe alguma falta de cuidado da autarquia Lisboeta que se por um lado incentiva a pratica da actividade física e por outro tem uma baixa preocupação num factor de grande importância para a saúde de todos nós.
Relativamente à importância da hidratação podemos encontrar alguns estudos no site do American College of Sports Medicine que nos relembram quais os cuidados que devemos ter preincipalmente neste dias de altas temperaturas: beber pelo menos dois copos de 230 ml de água no espaço de duas horas antes de correr; bebert de 150 a 350 ml de água a cada 15 ou 20 minutos de actividade física; e após terminar a corrida, e então ingerir mais 2 ou 3 copos de água ou isotónico enquanto estivermos em recuperação do treino.

Não se esqueçam... treinem mas não se esqueçam de se hidratarem convenientemente.


quinta-feira, 11 de junho de 2009

15 000km depois

Faz hoje sete anos, e cerca de 15 000km, que comecei a correr de forma regular. A história de como reiniciei a actividade física já foi narrada, a alguns amigos, mas está na altura de a deixar por escrito para mais tarde recordar.

No dia 9 de Junho de 2002 fui desafiado por antigos alunos para uma futebolada, algo que não fazia há muito tempo, na realidade não fazia mesmo nenhuma actividade regular há muito, muito tempo. Os meus 82kg assim o indicavam. Nem parecia um licenciado em educação física forçado por formação a conhecer os perigos da inactividade física.

Carlos Ferreira (2002) antes de começar a correr

Com consciência da minha má forma física aceitei o desafio para jogar a dita futebolada. Os primeiros minutos foram excelentes, corria que nem um louco em todas as direcções, tipo cachorro largado em liberdade num areal. Mas passado esse início alucinante, aconteceu o inevitável: fiquei com os bofes na boca. A partir dai só via os outros futeboleiros passar de um lado para o outro a grande velocidade. Quando eu estava na defesa eles estavam no ataque e vice-versa. Era um Fiat 600 rodeado de Porsches e Ferraris. Foi o descalabro... físico e anímico. Cheguei a casa derrotado mas com a consciência que tinha que rapidamente mudar. Nesse mesmo dia, tomei duas medidas de importância fundamental para o meu processo de mudança: fui comprar uma balança digital para controlar o meu peso; e uns sapatos de corrida para poder reiniciar a actividade física regular.

No dia 11/6/2002, logo pela manhã, calcei os meus sapatos novos e fui para a rua. Um tímido aquecimento permitiu-me delinear o ambicioso plano: uma volta ao bairro sem parar. Como qualquer atleta de alta competição fiz o percurso mentalmente vislumbrando todas as dificuldades. Respirei fundo, e ala que se faz tarde. Posso-vos dizer que foi uma autêntica aventura, que demorou 17:30 minutos, e que me deixou completamente de rastos depois de percorrer a extraordinária distância de 2,8km.
Apesar do meu passado desportivo, considerei a acanhada performance um feito que teve o condão de me dar coragem para, ainda nessa semana, fazer mais dois pequenos treinos. No fim, dessa semana, tinha percorrido 9,5km e perdido 400g. Os dados estavam lançados e actividade nunca mais pararia.

Ainda durante esse mês coloquei um novo objectivo: reviver a Corrida do Tejo que tinha terminado em 1985. Tendo em conta a minha ainda débil forma, o desafio era enorme pois a distância da prova (11,2km) era descomunal, mas durante esse verão preparei-me convenientemente e de forma paulatina. No dia 13/10/2002 consegui acabar a Corrida do Tejo em 1:02:57. Fantástico. Conclui uma distância que até há pouco tempo atrás considerava completamente impensável conseguir e estando mais de uma hora a correr. O meu moral estava em alta. E sabem... nessa altura já tinha 74kg. Eu já era outro homem.

Antes de começar, a minha aventura, estava sempre constipado e constantemente cheio de alergias e pieiras que me traziam um mau estar de vida enorme. Por altura da Corrida do Tejo tudo tinha mudado. Nunca mais estive constipado, as alergias tinham desaparecido e a dita pieira tinha ido para outras paragens. SUCESSO TOTAL.

A partir daqui os desafios foram-se sucedendo. Consegui concluir a minha primeira meia Maratona (Meia Maratona de Lisboa) no dia 16/3/2003 no exacto tempo de 1:50:00. E extraordinariamente ainda nesse mesmo ano (7/12/2003) conclui a minha primeira Maratona (Maratona de Lisboa) no fabuloso tempo de 4:01:35 (Vejam a foto abaixo – só hoje vi que o Fernando Andrade terminou essa prova ao meu lado - EXTRAORDINÁRIO). Desde que começou a aventura fiz 63 provas entre elas (20 meias maratonas e 14 Maratonas).

A terminar a minha primeira Maratona (2003)

Como disse anteriormente a minha mudança “de vida” foi um sucesso total. A corrida “salvou-me”. A qualidade de vida melhorou espantosamente em todos os sectores. A minha balança digital (a controladora de asneiras) registou regularmente o meu peso que se manteve equilibrado ao longo do tempo (nunca ultrapassando os 70kg e baixando por vezes até cerca dos 64kg em alturas de muito treino).

Como bónus, a corrida permitiu-me fazer novos amigos com que passei não só a partilhar a mesma “doença” saudável mas também as alegrias e as tristezas da vida. Hoje em dia a actividade física em geral, e a corrida em particular, são o fiel da balança que permite equilibrar o meu dia a dia. Para mim nunca foi um vício mas sim o “medicamento” que nunca mais poderei deixar de tomar.

terça-feira, 26 de maio de 2009

O regresso


Depois de 3 semanas e meia de descanso resolvi hoje, à hora do almoço, calçar novamente os meus NIMBUS. Foi um regresso curto (30 minutos) a ritmo de passeio.

Como estava à espera o recomeço não foi fácil. Havia uns músculos que já não sabiam bem o que deviam fazer achando que eu estava maluco pois, por eles, continuam paradinhos. Já sei que durante o próximo mês vou passar as “passinhas do Algarve” até sentir que estou novamente a correr.

Apesar destes dias de paragem me terem custado um pouco, pois o vício está impregnado por todo o corpo, sei que era importante descansar após muitos meses sem parar.

O próximo objectivo é estar presente mais uma vez na corrida das fogueiras.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Quisto Sinovial

Na passada semana apareceu-me, no pé direito, um alto semelhante ao que se pode observar na figura abaixo. Não fiz nada de especial pois noutras vezes já me tinha aparecido algo semelhante na mesma zona, embora mais pequeno, mas no Domingo este tornou-se mais proeminente e doloroso. Deixei passar uns dias, a dor foi aliviando mas como o aspecto se mantinha resolvi consultar uns amigo fisioterapeuta que diagnosticou: QUISTO SINOVIAL.

Segundo me explicou é uma é uma espécie de dilatação patológica da membrana sinovial de um tendão que armazena líquido sinovial, um líquido lubrificante que permite um melhor deslizamento dos tendões, dentro de suas respectivas bainhas.

Este tipo de lesão pode ocorrer em vários locais do corpo mas é mais comum nas mãos, principalmente entre os motociclistas. A sua origem é idiopática, mas muitos fisioterapeutas relacionam a sua origem a partir de esforços repetitivos, que resulta numa degeneração do tecido fibroso.

No meu caso, o fisioterapeuta depois de mobilização consegui uma grande redução do alto. Imobilizou, de seguida, a zona através de ligadura funcional pedindo-me para reduzir na, medida do possível, a actividade física durante 3 semanas. Se até lá a redução não se mantiver teremos então que pensar numa pequena cirurgia.

Utilizando esta “desculpa” vou aproveitar a paragem obrigatória para proceder ao descanso anual das “corridas” tentando libertar as minhas energias em outro tipo de actividades.

No Domingo, serei fotografo...


Retirada de (http://www.zfootdoc.com/ganglion.htm em 7/5/2009)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Sofrer para correr ou correr para sofrer?


Não sou grande adepto da expressão força de vontade, sobretudo quando aplicada a alguém como adjectivo abrangente, por exemplo “ele é uma pessoa com muita força de vontade...”. Como também não dou grande valor ao uso do termo preguiçoso, muito popular em Portugal (ainda que geralmente usado com mais carinho do que em outras culturas, mais investidas nas vantagens da “produtividade”). Aliás, apostava que na Maratona de Madrid, na qual participei no passado Domingo, encontraria muitas centenas de auto-denominados “preguiçosos”. Tal como encontraria outras tantas pessoas que nunca se definiriam como possuindo “muita força de vontade”. É verdade que, nos dias que correm, este último (suposto) atributo pessoal, o da força de vontade, é mais valorizado socialmente do que ser conhecido como “o mais preguiçoso da turma”. Mas tenho para mim que ambas as expressões não prestam grande serviço à realidade, neste caso à verdade do que nos leva a agir (ou não) em determinada direcção, de forma mais ou menos persistente. Razões para esta minha opinião estão afloradas noutro sítio (diga-se, de forma muito “preguiçosa”). Em minha defesa neste momento digo apenas que conheço muitos preguiçosos... cheios de força de vontade!


Mas veio-me este tema à mente ao reflectir em mais uma Maratona terminada, mais uma cidade percorrida a custo durante 42km, em direcção a uma meta. E mais uma vez dei por mim a pensar no custo. Vim no avião de Madrid a pensar nele. E na meta. E no que caminho que separa os dois... Desta vez, o custo foi algo elevado e poucas metas foram atingidas. A saber, a meta principal era fazer uma corrida mais tranquila que o habitual, mais lenta e sem a pressão de “correr depressa”. Mas por outro lado mais saboreada e mais vivida, ao contrário de outras provas em que a concentração na parte competitiva foi mais elevada. Fui já gozado por ter passado pelo Vaticano, durante a Maratona de Roma, sem perceber onde estava! Desta vez queria estar mais atento à minha volta, mais disponível, mais bem disposto e menos concentrado.


Não aconteceria assim. Apenas a meta da “corrida mais lenta” foi cumprida.



Estava frio à partida (arrisco menos de 10ºC), tendo a temperatura baixado muito durante a noite anterior. O corpo estranhou. Depois choveu durante o 1º terço da prova, o que não combina nada bem com o frio e a pouca roupa que levamos. Depois havia as subidas. E mais subidas. E mais uma... Se em Berlim me pareceu que a prova “só tinha” descidas (mesmo tendo terminado no mesmo ponto da partida!), desta vez foi ao contrário. Parecia sempre a subir, o maldito do percurso! A Maratona de Boston, mesmo com a “heartbreak hill”, é um passeio comparado com Madrid. Ou então eram as pernas que estavam cansadas, como têm estado frequentemente nos últimos meses. Tudo isto junto resultou assim: 1 hora com frio e a fugir da chuva, correndo sem grande prazer, mais 30 minutos a tentar perceber como estava o físico e o que me esperava, para rapidamente perceber que iria passar os últimos 90 e tal minutos “a custo”. E assim foi. Felizmente havia a meta, cruzada 3 horas e 9 minutos depois da partida (e cruzada lado a lado com o fantástico Luís, uma “máquina aeróbica” que quase não precisa de treinar para fazer 3:09!). Mas que meta é esta realmente, pergunto-me muitas vezes... Ainda não tenho uma boa resposta.



Uma memória que perdura de Madrid é a de sofrer bastante durante uns bons 80 minutos, até ao fim. Não é a primeira vez que acontece. Aliás, diria que aconteceu em todas as Maratonas que corri. Isto é, a ideia de correr uma maratona “tranquilamente” ainda não ganhou forma nem expressão na minha memória associada a este evento – tanto quanto sei, não é possível! Gostava de conseguir descrever o que se sente nestes momentos de dor e sofrimento, mas é difícil. O melhor que consigo é imaginar um batalhão de pequenos seres espalhados pelo interior das pernas, equipados com arpões, ferros quentes e outros instrumentos de tortura que, a cada passo, espetam os arpões e demais apetrechos nos diversos receptores nervosos, provocando dor. A cada passo a mensagem chega clara ao cérebro: “pára, pára, pára!”, invadindo o espaço mental de forma progressiva até quase não se ouvir mais nada. E começa então a luta entre o cérebro que quer e o corpo que não quer mas executa. Diz-me o saber científico que a sensação psicológica de cansaço, mesmo que forte, se antecipa sempre no tempo à fadiga física realmente incapacitante. Parece que é um sistema primário de protecção do corpo humano. O que aliás ajuda a explicar aquela sensação de que nossos limites reais estão sempre mais além. No meu caso, este conhecimento ajuda a cérebro nesta batalha sem tréguas, como se fosse conhecedor do secreto plano de batalha do “inimigo” corpo! Em Maratonas, apenas uma vez o meu corpo falou alto demais para ser ignorado. Uma paragem de alguns minutos em Boston antes de uma ponte ridiculamente pequena mas cuja subida me parecia o Denali. Curiosamente, a paragem ficou gravada no filme da prova e é uma vergonha quando o mostro aos amigos...! “O quê? Paraste por causa... daquilo?!” (argumentar com pequenos seres nas pernas, e arpões e tal não costuma ajudar muito em minha defesa...). “Sim, o corpo não aguentava mais...”, é o melhor que consigo, cobardemente.


Mas tudo isto parece realmente abonar em favor do poder da vontade sobre o físico, da mente sobre o corpo. Até certo ponto será assim, fruto da evolução de novos “sistemas de auto-regulação” superiores, racionais. Quem manda em mim, afinal?! Alguns terão esta capacidade mais desenvolvida? Talvez. Mais força de vontade, mais auto-motivação? Pode ser. Maior capacidade de suportar a dor, de adiar a gratificação, de se auto-controlarem e persistirem na presença de dificuldades? Quem sabe... Para mim, grande parte da resposta está no valor atribuído por cada um às metas que estabelece. E a outra parte do mistério, a mais saborosa, reside no significado do processo pelo qual se passa. Do caminho entre a partida e a meta. Há quem diga até que a verdadeira meta é o caminho! Interessa-me por isso reflectir sobre esse processo, esse caminho, em particular a atracção da dor (que a Maratona sempre provoca). O passar a privação para alcançar “a meta”. O que significa este ritual para tanta gente?



Por certo pode significar sentir o reconhecimento dos amigos, a cada Maratona terminada (e a sua história contada tantas vezes). Ou o prazer da actividade física ao ar livre em comunhão com outros. Ou o hábito do treino, a que muitos se acostumaram cedo na vida, por vezes em outros desportos exigentes. Ou o incentivo forte de fazer o exercício físico perfeito para não ganhar peso (sabemos que resulta). Outros motivos existem, certamente. Mas haverá algo mais primário gravado no inconsciente colectivo ou na tela evolutiva na nossa espécie? Uma razão mais profunda. Uma atracção primária para ultrapassar um calvário (subir a montanha, atravessar o deserto, cruzar o oceano)... por sofrer apenas para atingir o outro lado? Sofrer, neste caso correr, apenas “por sofrer”, para saber que se é capaz sem perecer?... Terminando mais forte do que se começou. Mais humilde porque mais próximo dos próprios limites. Com umas cicatrizes a mais, também, mas daquelas que se mostram com orgulho? Pressinto que há aqui algo... São pessoas demais atraídas pelo evento e pela sua magia. Quem sabe?

--


Hoje li algo sobre o circo, em que alguém dizia que é um jogo. Mas é real. Como a vida. A Maratona é também apenas um jogo (um desporto, um ritual). Sim, é um jogo real (dói que se farta, tem riscos). Mas é um jogo. E é real. Mas é um jogo...!


A vida pelo contrário, não é nada se não é real. Mas às vezes não parece que é o destino a brincar connosco? Como um joguete... Devemos aceitar que não ditamos as leis do jogo? Que não controlamos o resultado final? Precisaremos de acreditar na ilusão que o jogo é mesmo a sério...?

Talvez seja isso! Na Maratona joga-se a sério. Vai-se para brincar, mas treina-se a sério. Sim, é apenas um jogo. Mas que quando se joga, parece que é mesmo a sério! Vive-se, portanto. Na mais real ilusão.

--


Será que conseguir viver a sério e a brincar (ao mesmo tempo) é a melhor forma de viver? É mais difícil do que parece...



Bom, como mostro na imagem (tirada no hotel após a corrida em Madrid), agora é tempo de intervalo nas corridas “a sério”. Já chega, por ora. Em Nova Iorque em Outubro joga-se de novo...

Por isso hoje fui nadar!

E mais tarde fui correr um pouco com o Carlos. Fiel parceiro de batota, mas amigo a sério. Sempre com um sorriso, o Carlos. Mas um amigo, pai, filho e profissional “a sério”. Apetece-me dizer que já não se fazem pessoas assim! Saberá ele algum segredo...?

terça-feira, 28 de abril de 2009

Madrid, Madrid...

Introdução

Esta talvez tenha sido a minha experiência mais negativa numa Maratona, ou talvez mesmo, em qualquer outro tipo de prova em que já participei nestes últimos 7 anos de retorno à actividade física. Esta má impressão tem haver com um conjunto de circunstâncias “desfavoráveis”: uma má recuperação desde a ultima maratona (Sevilha em Fevereiro) que fiz em regime alto; uma constipação que se instalou no meu corpo desde a terça-feira anterior à prova; falta de motivação; clima no início da prova; dificuldade da prova que leva a alguns jornalista apelidar a Maratona de Madrid como uma das mais duras do calendário Internacional.

Se olharmos com atenção para o perfil da prova podemos ver o quanto esta é difícil. Um constante serrilhado, onde as descidas não compensam minimamente as subidas que se tornarem realmente complicadas a partir dos 35km.

Dados obtidos pelo meu Garmin e trabalhados pelo software SportTracks


A minha prova
Tendo em conta o perfil da prova e as minhas condições físicas, resolvi fazer uma prova “conservadora” com só um objectivo - TERMINAR sem sofrimento. Seguindo o conselho do meu companheiro Nuno, ao seu lado, parti nas calmas com ritmos perto dos 5:25/km, assim ficamos até começarmos a descer (5km) ai com todas as cautelas (a travar) aumentamos um pouco o ritmo (5:10/km) e lá ficamos até aos 25km (o ritmo de 6:09 que aparece no gráfico entre os 20km e a meia ficou a dever-se a uma “paragem técnica”). Tendo em conta estes ritmos passamos à meia em 1h51m27s. O que me levou a pensar que poderia terminar, com um pouco de esforço, perto das 3h45m. Mas era uma ilusão momentânea pois na primeira dificuldade da segunda metade da prova (por volta dos 24,5km) vi logo que “não havia pernas” para a proeza. Ainda conseguiu acompanhar o Nuno até cerca dos 25,5km (para ler o relato do Nuno). Depois do Nuno partir descei logo para ritmos por volta dos 5:30/km e iria sempre a piorar até ritmos de 6:45km durante as loucas subidas dos 2 últimos Kms. No final terminei com 3h51m12s (1h59m45s na segunda meia).


Ritmos Intermédios e Médios ao longo da Prova


Na altura em que fiquei “sozinho” decidi que queria terminar sem grande sofrimento. E consegui. Obviamente que a marca final ressentiu-se (cerca de 22 minutos mais lento que na ultima Maratona), mas fisicamente estou a fazer uma recuperação mais rápida, o que é bom.

A organização
Apesar da dificuldade da prova gostei a organização Madrilena de excelente qualidade: uma feira pequena mas agradável; partida sem grandes complicações; abastecimentos de 2,5km em 2,5km sempre com água e a Aquaris; o percurso tem zonas muito bonitas; assistência médica sempre presente; a chegada simples e eficiente menos bem a inexistência de abastecimentos sólidos e não repararei em nenhuma casa de banho durante o percurso. Apesar de não existir muito público durante o percurso havia, nas zonas mais centrais da cidade, muito gente que apoiava os atletas de forma entusiástica (o nome Carlos foi muito gritado – o que sabe sempre bem).


Reflectindo
Quem até aqui leu este relato, talvez não compreenda o porquê de “tanta” negatividade no início deste post. Mas, terminar uma prova desta dimensão e não ter sentido prazer: na marca; ou no percurso; ou no simples palmilhar ... é no mínimo frustrante. Posso-vos dizer que senão fosse a minha teimosia tinha pela primeira vez desistido (aquele não era dia para eu correr).
Valeram os amigos que me proporcionar um excelente fim-de-semana e que tornaram esta corrida numa pequena ilha de frustração banhada por calor humano.



P.S. – A Maratona Carlos Lopes está em análise

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Um bom objectivo...

Como tem sido hábito nos últimos tempos, nas vésperas de uma Maratona, venho aqui ao purgatório confessar as expectativas com que parto para mais uma aventura. 
Os objectivos desta vez são muito ambiciosos: TERMINAR.

TERMINAR os 42,195Km para mim nunca foi uma coisa fácil e quando queremos cumprir a mesma distância 15 dias depois como mais "medo" ficamos de não o conseguir. Se juntarmos uma incompleta recuperação da Maratona de Sevilha, uma preparação fraca para esta Maratona e se apimentarmos com uma constipação nesta ultima semana, com mais receio ficamos. Portanto se TERMINAR, e se possível sem sofrimento, ficarei contente.

Vou tentar, como dizem os meus amigos, gozar cada passada e gozar um bom fim-de-semana rodeado de amigos. Para semana cá estarei para vos contar a 1ª etapa da minha insanidade.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Galego no Metropolitano

Foi avistado ontem um elemento da GAFE de origem Galega que fez 1h02m...

Eis a prova:

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Respirar fundo


Ando cansado de correr. Melhor, as pernas estão cansadas de correr. Eu não. A “mim” apetece-me... Equipo-me, saio, começo, mas as pernas nem sempre me acompanham! Às vezes parece mesmo que ficam em casa... Ontem era dia de 32km e lá vieram comigo, pelos vistos a contra-gosto pois insistiam a cada passo que não era dia para corridas. E eu teimava que era. E as pernas em birra: “nem pensar nisso”. E foi esta conversa de surdos da Cruz Quebrada ao Cais do Sodré, para trás até Alcântara... E ao fim de 15km parei, respirei fundo, pensei um minuto... e apanhei um táxi de volta! Ganhou o corpo. Como deve ser, quando a cabeça tem juízo.

Foi a melhor viagem de táxi de que me lembro! Brinquei com o taxista, incrédulo a ver dois tipos de calções entrarem-lhe pelo carro dentro às 6 da tarde: “Amigo, fica agora a conhecer uma nova classe de clientes... corredores cansados, a desistirem a meio do treino!”.

Por isso... hoje fui nadar!

E foi delicioso! Desde os 5-6 anos, então no fundo do velhinho Algés e Dafundo, que frequento piscinas. Mais tarde na piscina do antigo IND na Graça (nem sei se ainda existe). Mais tarde ainda novamente na piscina de 25m do Algés, depois de coberta. No Arizona nadava muitas vezes. Óptimas as piscinas ao ar livre das duas universidades... abertas quase o ano todo... boas memórias! Nunca fui bom nadador e continuo a não ser, mas de facto toda a vida nadei (e nunca antes tinha pensado nisto). E agora no Estádio Nacional, na magnífica piscina de 50m. Que hoje estava quase vazia...

Gosto do ritual de preparação no balneário. De vestir o fato de banho e nada mais... o corpo, quase despido, a sentir que vai ser posto à prova. Parece que libertar-se da roupa liberta também os músculos. Algum frio estimula os movimentos de aquecimento fora de água. A piscina muito azul, bonita, grande... Hoje estavam poucas pessoas a nadar e algumas pistas livres. Um luxo. De resto apenas o silêncio, pouco habitual pois há sempre aulas barulhentas e música de fundo. O som era por isso diferente. O ambiente quente, húmido, confortável, com a luz natural de um dia cinzento a penetrar no edifício. Tudo era diferente e especial hoje... Entrei na água, ajustei os óculos, mergulhei a cabeça já em desequilíbrio para a frente e empurrei a parede com as pernas, com força! Ao ondular debaixo de água uns bons segundos (sempre mágica a entrada num outro mundo) percebi logo que ia ser um bom dia de natação. É como os primeiros passos da corrida... Dá logo para perceber como vai ser o resto.

Fiz muitas piscinas em estilo livre... a deslizar... a mão bem à frente à procura de mais água para agarrar e puxar para lado nenhum. Assim foi até me doerem os ombros. Nadei também bruços, as costas fora de água a cada inspiração. A pernada forte, redonda... o silêncio na fase submersa. Ao contrário de ontem, o corpo colaborava, pedia mais, e por isso lá fiquei... livres até cansar, bruços para descansar. Só mais duas piscinas... a última para lá em bruços, calmamente... uma viragem vigorosa e o regresso num sprint em livres... que boa a sensação de sentir na cara a pequena onda feita pela cabeça a avançar na água!

À chegada ao fim da pista alguém me deu sinal que era hora de sair. O rapaz não disse uma palavra, apenas um sinal com as mãos como se soubesse que hoje se respeitava o silêncio. Fiz-lhe sinal que sim com a cabeça e ele foi-se embora. Tirei a touca e os óculos atirando-os para fora e saí da água num salto. Respirei fundo. E bem fundo se respira depois de 30 minutos a nadar! Calcei os chinelos, escorri a água da cara e do cabelo, olhei à volta e reparei que estava completamente sozinho. Ao caminhar para o balneário apeteceu-me saltar de novo para dentro de água e fazer de peixe mais um pouco... Notei que me apetecia brincar (já não me lembro da última vez...). Tomei banho, olhei-me ao espelho, vesti-me, desejei boa Páscoa à pobre senhora a trabalhar no feriado, saí e deixei o complexo da piscina para trás, 50 minutos de pois de ter entrado.

Moral de tudo isto...? Não há.

Dois dias, dois treinos para nenhuma meta importante. Pequenos rituais, pequenas decisões (hoje quase não fui nadar...), pequenos detalhes, pequenas recompensas (apetecia-me brincar...). Na verdade, pequenos nadas que fazem o dia-a-dia de quem corre, de quem nada, de quem faz desporto. Por vezes com amigos, como ontem. Por vezes sozinho, como hoje. Sempre na companhia do nosso corpo, este companheiro que, se o tratarmos bem, nos retribui em pequenas doses de prazer.

A nossa vida não é isto, é certo. Mas isto faz parte da nossa vida. E torna-a um bocadinho melhor. Se o sentido da vida é vivê-la, ele aqui está. Aos bocadinhos...

Quando respiramos fundo, cansados no fim do treino, é só isso que estamos a fazer. A respirar fundo! Ou respirar “a fundo”... Nada mais.
E assim sabemos que valeu a pena.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Assim vale a pena

Os dias terminarem mais tarde começa a ser um convite para uma corrida ao fim da tarde. Assim hoje, resolvi sair de minha casa direito a Oeiras para fazer o reconhecimento do novo troço do passeio marítimo de Oeiras, entre a praia de Santo Amaro e a praia de Paço de Arcos inaugurado recentemente. nO percurso é lindíssimo e a obra magnífica. Para mim este é um bom exemplo de como os dinheiros do erário público podem ser bem gastos.

Foi muito bom percorrer todo troço, agora com 3500 metros (do Forte de S. Julião até à praia de Paço D’arcos) onde, apesar da hora tardia e do dia da semana, cruzei com algumas centenas de pessoas de diferentes faixas etárias fazendo diferentes tipos de actividades.

Há uns anos li que Isaltino de Morais tinha o sonho construir um passeio marítimo entre o Forte de S. Julião da Barra e Algés. Sei que ainda falta muito, mas esta segunda fase foi mais um passo ao qual em breve se seguirá um terceiro entre Caxias e Algés. Segundo a vereadora responsável pelo pelouro das Obras Públicas do Concelho de Oeiras esta terceira fase está em fase de conclusão de projecto. Talvez brevemente consigamos correr no “sonho de Isaltino”. Para nós corredores era excelente poder percorrer de forma protegida, num bom piso e com uma vista soberba.

Mas já hoje conseguimos percorrer neste “tom” desde Paço d’Arcos até ao final da praia de Carcavelos, que também teve o seu paredão recentemente melhorado, num percurso de cerca de 5000 metros o que nos permite já uns bons treinos.

Caros amigos aproveitem tudo isto. Assim vale a pena fazer actividade física.

de Fernando Villar


sexta-feira, 27 de março de 2009

Insanidade


A minha próxima cenoura desportiva foi, aqui, definida há pouco tempo. Desde então, tenho saído para a rua comprimindo religiosamente o plano estabelecido, mas sem chama nem esperança que o objectivo final possa vir a ser cumprido. Esta falta de vitalidade é normalmente meio facilitador para a instalação no nosso corpo das viroses que circulam no éter das nossas vidas. Assim foi... o vírus GAFIANO atacou. e numa semana instalou-se apoderando-se de todos os meus objectivos desportivos. Tentei de tudo... conselhos de amigos, análises económico/financeira, treinadores, análises fisiológicas até consultei estrangeiros. Mas nada... a INSANIDADE propagara-se tomando conta do meu ser.

Para que possam perceber a complexidade da doença informo que rasguei por completo o plano que publique no dia 6 do corrente mês e substitui-o por aquele que abaixo se afixa (Cliquem nele e observem-no com todo o cuidado).


UHAU....

Dirão os mais comedidos, louco outros, coitado mais um os outros abanaram simplesmente a cabeça.

A todos responderei com uma afirmação de Hegel: “A loucura é um simples desarranjo, uma simples contradição no interior da razão, que continua presente”.

Depois desta afirmação, que me iliba, permitindo continuar no alcance dos meus propósitos, que passam mais uma vez por testar as minhas capacidades, convido-vos a continuarem atentos a este blog aonde apresentarei como darei cabo do virus GAFIANO nas ruas de MADRID e LISBOA. 

sexta-feira, 20 de março de 2009

A cenoura que se segue II

Desde que cheguei de férias ainda não tinha tido a oportunidade de ler os mails do GAFE, nem de consultar o blog oficial e seus derivados (tartaruga, aminhacorrida, ect). Comecei pelos mails. Estavam os 39 mails religiosamente organizados na pasta Atletismo. Um por um fui-me inteirando dos acontecimentos mais relevantes da nossa colectividade.
Depois avancei para o blog. Estive a ler os relatos de Sevilha e conhecer os próximos objectivos? Two Ocean Marathon? NY já é dada como está garantida!
A reportagem fotográfica de Sevilha está bastante boa. Só não fiquei a saber se seguiram o conselho do Galego Voador: «Não esqueçam comer o "pescaito frio" em Sevilha.»
Gostei bastante do relato do Presidente sobre as 12 maratonas em que participou antes de Sevilha. Será que vamos ter uma variante do objectivo "40 anos - 40 Kms" e teremos "50 anos - 50 maratonas"? Os próximos anos dirão se esta variante se confirma.
Agora que "arrumei a casa", calcei as sapatilhas e fui correr.

PS: Gosto mesmo de pertencer à GAFE.

Uma História

Acabei de receber um mail do nosso amigo CB que nos apresenta uma historia já conhecida por alguns de nós mas que vale a pena sempre rever.
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Uma história verdadeira:
Um dia o filho pergunta ao pai:
"Papa, vens correr comigo a maratona?"
O pai responde que sim, e ambos correm a primeira maratona juntos.
Um outro dia, volta a perguntar ao pai se quer voltar a correr a maratona com ele, ao que o pai responde novamente que sim.
Correm novamente os dois.

Certo dia, o filho pergunta ao pai:
...
E o pai diz que sim.
Isto é tudo muito simples...vejam pf as imagens no link seguinte:
  http://www.youtube.com/watch?v=VJMbk9dtpdY

segunda-feira, 16 de março de 2009

40 Anos – 40Km

Hoje o amigo AB conclui aquilo que tinha prometido há uns tempos fazer no seu aniversário 40km, 1 por cada ano de vida. Tive o privilégio de fazer com ele os primeiros 14km, ou seja, acompanhei-o “de mão dada” até ser um adolescente consciencioso. Depois partiu sozinho... podem ler aqui o excelente relato que o próprio fez.

Espero que não vire moda esta forma de comemorar os aniversários pois alguns de nós já estamos na faixa das ultramaratonas.

PARABÉNS

sexta-feira, 6 de março de 2009

A cenoura que se segue

Há quem consiga sair todos os dias para a sua corrida diária com o único objectivo de por um pé a frente do outro sem se preocupar em seguir planos nem perseguir objectivos. Mas há outros como que senão tiverem uma obrigação de saírem não saem. São os preguiçosos.

Mas este sorna quando passa muito tempo sem calçar as sapatilhas por calaceira, por cansaço, por falta de tempo, por lesão, ou porque... não sei porquê, fica instável.

Assim resolvi “criar” um novo intuito de curto-prazo que obrigue a dar de novo rotina às minhas “sapatilhas”. Abaixo deixo o meu plano paras as próximas 9 semanas que terminarão com a  Meia-Maratona de Setúbal no dia  10/5. Nesta prova tentarei bater a minha melhor marca em meias planas.

Este plano, poderá e deverá ser alterado. Já no dia 16/03 tentarei palmilhar uns KM’s com o amigo AB que nesse dia terá como objectivo: “1km por cada ano”.